Daniel Galdino Dias alega inocência e nega participação no crime, mas Ministério Público sustenta tese de homicídio triplamente qualificado.
Daniel Galdino Dias foi apontado pela criança de 5 anos que sobreviveu à chacina em Maceió Reprodução/Polícia Civil Daniel Galdino Dias, acusado de matar dois adultos e duas crianças da mesma família, em 2015, em Maceió, será julgado nesta quinta-feira (24) na 9ª Vara Criminal da Capital, no Fórum do Barro Duro.
O crime chocou a população de Alagoas e ficou conhecido como a "chacina de Guaxuma".
As vítimas foram Evaldo da Silva Santos e Jenilza de Oliveira, que eram casados, e os seus filhos Estérfany Eduarda de Oliveira Santos e Adrian Guilherme de Oliveira Santos.
Um outro filho sobreviveu e reconheceu Daniel como assassino.
Daniel sempre negou a autoria do crime.
Durante a fase do inquérito policial, quatro pessoas chegaram a ser presas pelo crime, mas apenas Daniel foi indiciado e a participação dos outros três suspeitos foi descartada.
Para o advogado Israel Lucas Guerreiro de Jesus, que atua na defesa do réu, Daniel é inocente e há provas disso nos autos.
“Nós esperamos o reestabelecimento da Justiça.
Entendemos que o caso caminhou considerando o caminho mais fácil para a Polícia, que buscou dar uma resposta mais célere a sociedade.
Há diversas provas nos autos, como o depoimento de uma testemunha que viu o verdadeiro assassino, outro depoimento que aponta onde Daniel estaria no momento do crime, um local diferente de onde o Ministério Público alega que ele estaria”, destaca o advogado.
Já o Ministério Público vai sustentar a tese de homicídio triplamente qualificado, ou seja, crime praticado com emprego de meio cruel, com recurso que dificultou a defesa das vítimas e para assegurar a impunidade do crime.
Para o promotor Frederico Alves Monteiro Pereira, que responde pela 42ª Promotoria de Justiça da Capital, a condenação do réu é enviar uma mensagem de justiça a sociedade e ao sobrevivente do crime.
“O Ministério Público de Alagoas espera que restabeleça-se a ordem normativa quebrada em razão de um dos crimes mais bárbaros do estado, enviando uma mensagem de justiça à criança sobrevivente da chacina, aos seus familiares e a toda sociedade alagoana”, afirmou o promotor Frederico Alves.
O crime De acordo com os autos, a primeira pessoa a ser morta foi Evaldo, que saiu do sítio na companhia do acusado para fazer um trabalho.
Durante o trajeto, o caseiro foi esfaqueado por quase todo o corpo e teve a mão esquerda amputada e jogada em uma vegetação próxima.
Em seguida, Galdino retornou à residência das vítimas, arrancou Jenilza de dentro de casa, amarrou-a com uma corda elástica numa das bases de concreto de um galpão em construção e também a esfaqueou até a morte.
Os três filhos do casal fugiram e tentaram se esconder no matagal, mas o choro do menino de 2 anos denunciou o paradeiro das crianças, que foram atacadas pelo réu.
Apenas o menino de cinco anos sobreviveu.
Ele ficou internado durante oito dias no Hospital Geral do Estado (HGE), após ser submetido a uma cirurgia na cabeça devido a um corte profundo na testa.
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Publicada por: RBSYS
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