Vice-secretário do Conselho de Segurança da Rússia alertou para o risco de uma ‘grande explosão nuclear’, e o chefe da diplomacia russa apontou onde estaria o maior perigo agora: a ideia de forças de paz da Otan na Ucrânia.
Autoridades russas alertam que próximas decisões dos EUA e aliados podem agravar conflito na Ucrânia Autoridades da Rússia alertaram nesta quarta-feira (23) que as próximas decisões dos Estados Unidos e dos aliados europeus podem agravar o conflito na Ucrânia.
No alto escalão do Kremlin, o ex-presidente da Rússia sempre esteve dentre os mais temperados.
Mas, nesta quarta, Dimitri Medvedev subiu o tom no máximo.
O agora vice-secretário do Conselho de Segurança da Rússia alertou para o risco de uma “grande explosão nuclear”.
Ele argumentou que, se a Rússia for “humilhada e “despedaçada”, “o maior país do mundo” seria governado por “aberrações” com acesso ao arsenal atômico.
O chefe da diplomacia russa apontou onde estaria o maior perigo agora: a ideia de forças de paz da Otan na Ucrânia.
Sergey Lavrov avisou que a proposta polonesa levaria ao confronto direto entre a Rússia e a aliança militar do Ocidente.
O porta-voz do Kremlin chamou a sugestão da Polônia de “muito imprudente”.
Dmitry Peskov também reclamou da pressão americana para que a Rússia não participe do G20.
O Kremlin confirmou que Putin quer ir ao encontro das 20 principais economias do mundo.
O Reino Unido e os outros países do G7 cogitam boicotar a reunião se a Rússia for convidada.
O governo russo avisou que alguns países já não cederam à pressão.
A agência Reuters afirma que Índia, África do Sul, Brasil e China estariam entre eles.
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Chanceler da Rússia diz que Brasil, China e Índia não querem receber ordens do 'Tio Sam' O porta-voz da diplomacia chinesa declarou que a Rússia é um membro importante do G20.
Ele afirmou que nenhum integrante tem o direito de barrar outro, porque o encontro representa o multilateralismo e a cooperação internacional.
O presidente russo reagiu, nesta quarta, contra o congelamento de quase US$ 300 bilhões em reservas internacionais.
Vladimir Putin ordenou que o pagamento pelo gás e petróleo da Rússia passe a ser em rublo.
A medida força quem ele chamou de “países hostis” a comprarem moeda russa, e quanto maior a procura, maior o preço.
O rublo chegou à maior alta em três semanas depois do anúncio.
Só que, no ano, a moeda perdeu 45% do valor.
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Guerra na Ucrânia: como Vladimir Putin redesenhou o mundo — mas não do jeito que queria As receitas de petróleo e gás geram mais de US$ 230 bilhões para a Rússia por ano.
Representam a metade das exportações, e a União Europeia é o principal comprador.
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Sanções contra Putin: quanto o mundo depende de petróleo e gás da Rússia? É exatamente a grande dependência energética do bloco que fez o primeiro-ministro alemão descartar, nesta quarta, um boicote total à Rússia.
Olaf Scholz explicou que o impacto do embargo seria devastador para a Europa, arriscando centenas de milhares de empregos.
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Alemanha fecha acordo de energia com Catar para reduzir dependência da Rússia O argumento dele é que as sanções não devem prejudicar mais os países europeus do que o governo russo.
Scholz avisou que já está investindo na ampliação da rede de gás liquefeito e de energias renováveis, e argumentou que a economia russa já sente demais o impacto das sanções.
O primeiro-ministro afirmou que “a guerra está destruindo a Ucrânia e o futuro da Rússia, também”.
Publicada por: RBSYS
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