Em entrevista ao Segue o Fio, Raysa Ribeiro contou como está se preparando para trajeto de cerca de 9 mil quilômetros.
Carioca lança desafio de atravessar costa brasileira, do Oiapoque ao Chuí, de canoa A carioca Raysa Ribeiro, de 30 anos, resolveu lançar um desafio para ela mesma: fazer a travessia do Oiapoque ao Chuí, por toda a costa brasileira, em uma canoa Polinésia.
(Para ver o vídeo completo no YouTube é simples, basta clicar neste link.
) Formada em Direito, a história de Raysa com o mar começou há alguns anos quando ela desistiu da vida jurídica e resolveu comprar a Coragem, sua embarcação.
“A Coragem é a minha vida.
Ela representa tanta coisa.
Eu já fiz faculdade de direito e, em algum momento, eu ganhei uma grana.
Eu tinha tudo para investir num escritório e falei: ‘não’.
Peguei o dinheiro todo, minha família ficou enlouquecida, e investi com ela.
Quando eu vi, estava trabalhando com ela.
Coragem não vai faltar”, afirmou Raysa.
Raysa Ribeiro se apoia na canoa Coragem Marcos Serra Lima/g1 “Eu gosto de dizer que eu remo para viver e vivo para remar.
Eu estou na água todos os dias, encontrei na canoa uma paixão.
É difícil de explicar.
Tudo em volta da minha vida gira em torno da água.
Eu moro perto da água, lido com a água.
Talvez eu seja uma intermediária entre o mar e as pessoas”, completou a instrutora de canoagem.
Entenda o desafio O percurso, com cerca de 9 mil quilômetros de extensão segundo a desafiante, pode durar até um ano e meio.
Ela não faz questão de que seja rápido, Raysa pretende descobrir cada canto do Brasil.
“A logística para ir do Oiapoque ao Chuí é sinistra, tem tirado o meu sono.
Essa é a verdade.
A gente tem áreas muito inóspitas aqui no Brasil, com quilômetros e quilômetros de praia sem nada (.
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) São nove mil quilômetros, é humanamente impossível fazer isso direto.
Isso tem que ser feito de forma sadia, responsável, não quero me machucar”, afirmou Raysa.
Canoa Coragem na Baía de Guanabara Marcos Serra Lima/ g1 O Oiapoque é um município, localizado ao lado de um rio com mesmo nome, no extremo norte do Amapá.
Já a Chuí, é uma cidade no sul do Rio Grande do Sul.
A expressão "Oiapoque ao Chuí" refere-se a coisas que existem ou estão de Norte ao Sul do Brasil.
“Eu vou sair do Norte, lá do Rio Oiapoque, vou desembocar no mar e vir navegando.
A cada dia vou percorrer entre 25 a 30 quilômetros.
Dependendo do dia, e se for necessário, 50.
Nunca mais que isso porque desgasta e não tem necessidade”, completou.
Inscrições estão abertas Raysa Ribeiro é instrutora de Canoa Polinésia Marcos Serra Lima/g1 A canoa que será utilizada tem quatro lugares e Raysa está aceitando inscrições de pessoas que topem embarcar nesta aventura.
Cada participante escolhe o lugar em que prefere remar e, desta forma, um “revezamento” será realizado.
“Lancei um vídeo na internet, no YouTube e no Instagram.
Eu tinha a pretensão de conseguir três pessoas para remar na canoa comigo, a Coragem que é o meu barco.
E, em 20 dias, eu tenho 70 pessoas inscritas (.
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) As pessoas que estão se candidatando, elas estão colocando as regiões de preferência que elas querem remar.
Tem gente querendo remar o Norte, Nordeste, Sudeste, o Sul”, contou.
Perguntada sobre sua preparação, ela afirmou que tem remado três vezes ao dia.
Apesar disso, ela diz que a vontade de estar dentro do projeto é o fator fundamental.
“Para me preparar para uma travessia como essa, eu tenho feito uma coisa que a gente chama de TBC [Tempo de Bunda na Canoa].
Eu remo três vezes por dia.
Só que mais importante que atividade física, é ter vontade de querer mesmo”.
Raysa Ribeiro e a canoa Coragem Marcos Serra Lima/g1 Raysa Ribeiro com a canoa Coragem Marcos Serra Lima/g1 Como se inscrever no canal do YouTube Para seguir o g1 no YouTube é simples, basta clicar neste link.
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Publicada por: RBSYS
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