A juíza Tula Corrêa de Mello também interrogará o policial militar Rodrigo José de Matos Soares, reconhecido como autor dos dois disparos que mataram a criança de 8 anos.
Caso Ágatha: nesta segunda-feira (28) acontece mais uma audiência sobre a morte da menina em 2019 Está prevista para esta segunda-feira (28) a terceira audiência de instrução e julgamento do caso Ágatha Félix.
A juíza Tula Corrêa de Mello, responsável pelo caso, deve ouvir o depoimento da última testemunha de acusação e de duas testemunhas de defesa, além de interrogar o reú do processo: o policial militar Rodrigo José de Matos Soares — reconhecido como autor dos dois disparos que mataram a criança de 8 anos.
A sessão foi marcada para as 13h.
LEIA TAMBÉM: Menina de 8 anos morre baleada no Complexo do Alemão Caso Ágatha Félix: Justiça ouve testemunhas de acusação e marca nova audiência Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, foi morta quando voltava para casa com a mãe, no Complexo do Alemão, em setembro de 2019.
A criança estava dentro de uma Kombi, por volta das 21h30, quando foi baleada nas costas na comunidade da Fazendinha.
Após três adiamentos, a primeira audiência de julgamento aconteceu no dia 9 de fevereiro.
Na última audiência, que ocorreu no dia 3 de março, a juíza do caso ouviu o depoimento de três testemunhas de acusação.
Além delas, outras duas testemunhas de defesa foram ouvidas — dois policiais militares, que estavam de plantão na favela da Fazendinha na noite em que Aghata morreu.
Um deles contou ter entrado em confronto com um bandido minutos antes de a menina ser baleada.
O outro policial disse que muitas motos circulavam pela região.
E que mesmo estando na rua, só tomou conhecimento da morte da Aghata horas mais tarde.
Na audiência desta segunda (28), será a vez do depoimento de Ismael Sacramento, última testemunha de acusação, e de outras duas testemunhas de defesa: os policiais Élcio Oliveira e Róbson Lima.
Versão da família e moradores Ágatha Félix Reprodução/TV Globo De acordo com um tio de Ágatha, a Kombi em que a menina estava parou na rua para desembarcar passageiros com sacolas de compra na comunidade.
A criança estava sentada dentro do veículo quando foi atingida.
“Foi um único tiro.
A moto passou, os policiais desconfiaram da moto, atiraram em cima da moto e acertaram na Kombi onde estava a minha sobrinha”, afirmou o tio da menina, Danilo Félix.
Kombi onde Ágatha Félix estava quando foi atingida no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro Reprodução/ TV Globo O motorista da Kombi também afirmou que não havia tiroteio.
"Foram dois disparos que o policial deu.
Falou que foi tiroteio de todos os lados, é mentira! Mentira!", disse o motorista no enterro da menina.
Investigações O inquérito da Delegacia de Homicídios aponta que o PM pode ter se confundido porque havia duas pessoas ao lado da Kombi e a pessoa que estava na garupa estava com um objeto em uma das mãos – possivelmente uma esquadria de alumínio.
Segundo a investigação, o PM pode ter se confundido, acreditando que o objeto seria uma arma.
Versão da polícia A Polícia Militar disse que houve confronto.
Segundo o então porta-voz da PM, Mauro Fliess, os policiais disseram que "foram atacados de forma simultânea por marginais daquela localidade".
"Não há nenhum indicativo nesse momento de uma participação efetiva do policial militar no triste episódio que vitimou a pequena Ágatha”, disse o porta-voz, na ocasião.
Publicada por: RBSYS
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