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Casos de sífilis aumentam e coloca Saúde em Minas Gerais em alerta

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Casos de sífilis aumentam e coloca Saúde em Minas Gerais em alerta

Doença é sexualmente transmissível e chama a atenção para relações sexuais desprotegidas.

Entrada do Hospital Eduardo de Menezes, referência em doenças infectocontagiosas em BH Reprodução/TV Globo O Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, especializado no atendimento de doenças infectocontagiosas já notificou 183 casos de sífilis, doença sexualmente transmissível.

Os dados são parciais e foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG) neste mês de março.

Para Tatiani Fereguetti, gerente assistencial do hospital, o aumento de casos está ligado à relação sexual desprotegida.

“Tivemos um aumento exponencial no número de casos e nas taxas de reinfecção na última década, o que, provavelmente, aponta para a baixíssima adesão ao uso de preservativos, especialmente em práticas sexuais orais.

É importante lembrar que a sífilis, nas fases iniciais, é muito contagiosa e pode ser facilmente transmitida pelo contato sexual ou até mesmo por beijo na boca”, afirmou.

Os números divulgados pela SES-MG evidenciam uma tendência de alta nos casos da doença, nos últimos três anos.

Veja a tabela: Casos de sífilis registrados em MG Ainda de acordo com a secretaria, Minas recebeu 382 notificações de sífilis só no mês de janeiro deste ano.

Diagnóstico Testes rápidos para detecção de sífilis, HIV e hepatites ASCOM ISD O paciente deve buscar atendimento nos centros de saúde.

As unidades são equipadas com o teste rápido, com resultado instantâneo.

O exame também detecta a hepatite C, B e o HIV.

O tratamento é feito com antibióticos.

Sintomas A doença pode ser dividida em três fases.

Os sintomas são variados e podem desaparecer independentemente do tratamento.

Sífilis primária: as primeiras manifestações podem ocorrer, em média, três semanas após o contato sexual, com uma úlcera ou erosão no local de entrada da bactéria.

Sífilis secundária: os sinais surgem, em média, entre seis semanas e seis meses após a infecção e duram de quatro a 12 semanas.

De acordo com a SES-MG, podem ocorrer erupções na pele, acometendo o corpo, podendo atingir os pés e as mãos.

E, também, febre, mal-estar, dor de cabeça, desânimo e aumento de ínguas.

Sífilis terciária: pode apresentar seus primeiros sintomas de 2 até 40 anos depois do contágio.

A manifestação ocorre por meio de inflamação e destruição dos tecidos, podendo acometer a pele, os ossos, o cérebro e o coração.

É o caso também da neurosífilis, que compromete o sistema nervoso central, podendo ser observado já nas fases iniciais da infecção.

Outras transmissões A doença também pode ser transmitida de mãe para filho, quando a mulher grávida não faz o tratamento.

Geralmente ocorre pela corrente sanguínea até alcançar a placenta e o feto; ou, durante o parto, quando o bebê tem contato direto com as lesões genitais.

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Publicada por: RBSYS

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