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Chacina de Guaxuma: acusado é inocentado em julgamento e ganha liberdade

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Chacina de Guaxuma: acusado é inocentado em julgamento e ganha liberdade

Para os jurados, Daniel não foi o autor do crime.

MP anunciou que irá recorrer da decisão por ser contrária as provas do autos.

Daniel Galdino, réu no crime conhecido como chacina de Guaxuma, é julgado em Maceió Pedro Ferro/TV Gazeta O conselho de sentença da 9ª Vara Criminal da Capital negou que o homem acusado de ser o autor do crime que ficou conhecido como a “chacina de Guaxuma” tenha cometido o crime, ocorrido em 2015.

Com a decisão, Daniel Galdino Dias, ganhou a liberdade.

A decisão foi proferida nas primeiras hora da madrugada desta sexta-feira (25).

O Ministério Público de Alagoas informou que irá recorrer da decisão.

O julgamento ocorreu durante todo o dia de ontem.

Algumas testemunhas, convocadas pelo próprio MP e pela defesa do réu foram ouvidas no julgamento.

O menino que sobreviveu ao crime também foi ouvido como declarante.

Ao longo do processo de investigação, o menino que sobreviveu apontou quatro homens como suspeitos do crime, entre eles Daniel Galdino.

Para o MP, a decisão do conselho de sentença é contrária a prova dos autos, motivo pelo qual o órgão irá recorrer da decisão.

Durante o seu depoimento, o acusado voltou a negar a autoria do crime.

Ele chegou a questionar se o DNA dele foi encontrado em uma lanterna e no facão que teriam sido apreendidos na casa do seu pai e apontados como sendo utilizados no crime.

Para a psicóloga Aline Damasceno, que atendeu a menino que sobreviveu e foi a primeira pessoa a ser ouvidas no julgamento, o garoto reconheceu Daniel e nas seis vezes que prestou depoimento ele não entrou em contradição.

“De jeito nenhum.

A criança falou mais de seis vezes, sem entrar em contradição, a mesma história", disse a psicóloga sobre o relato do crime que ouviu do menino.

Aline também afirmou em seu depoimento que o menino repetiu por diversas vezes ao longo da investigação que Daniel que cometeu o crime.

“‘ele matou a minha irmã, o Gui e eu’.

E eu perguntei a ele ‘com o quê?’ e ele respondeu: ‘de foice’”.

As vítimas da chacina foram a família do menino, que hoje tem 12 anos.

O pai, Evaldo da Silva Santos; a mãe, Jenilza de Oliveira; e os seus irmão Estérfany Eduarda de Oliveira Santos, de 9 anos; e Adrian Guilherme de Oliveira Santos, de 2 anos.


Publicada por: RBSYS

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