Imagens mostram corretora momentos antes de desaparecer, em Caldas Novas
A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi morta com dois tiros na cabeça, informou a Polícia Civil durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (19). Segundo o delegado André Luiz Barbosa, a perícia diverge da versão dada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira que afirmou o disparo ser acidental. Daiane foi morta após ir ao subsolo do prédio em morava em Caldas Novas.
A defesa de Cléber informou, em nota, que não teve acesso todos os documentos inseridos na investigação recentemente e que somente se manifestará após a análise de todo o seu conteúdo (veja ao final da reportagem). O síndico e o filho dele Maicon Douglas de Oliveira foram presos suspeitos do crime.
O delegado explicou que os disparos não foram efetuados no subsolo do prédio. Para chegar a essa conclusão, a perícia realizou disparos no local para verificar se o som chegaria na portaria (veja acima).
"O disparo mostrou que qualquer disparo dado no subsolo era plenamente ouvido na recepção. Então, descartamos a possibilidade do tiro ter sido dado no subsolo", disse o investigador.
O síndico Cleber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza
Wildes Barbosa/ O Popular e Arquivo Pessoal/ Nilse Alves Pontes
Os porteiros informaram para polícia que a portaria nunca ficava desguarnecida. Ambos foram muito claros em dizer que não houve disparo, descredibilizando mais uma vez a versão dada em interrogatório", declarou o delegado André.
Além do barulho ser constatado, o delegado explicou que foi encontrado pouco sangue, o que seria incompatível com eventual tiro na cabeça.
Prisão do síndico
Após mais de 40 dias do desaparecimento da corretora, o síndico do prédio Cléber e o filho dele, Maykon Douglas, foram presos pela Polícia Civil no final de dezembro de 2025. O delegado Pedromar Augusto de Souza informou que o síndico foi preso em investigação do crime de homicídio.
O síndico e o filho passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão mantida pela Justiça. Já o porteiro do prédio foi conduzido para a delegacia para prestar esclarecimentos sobre o crime. O nome do porteiro não foi divulgado e, por isso, o g1 não obteve contato com a defesa.
Corretora ficou desparecida por mais de um mês
Daiane Alves desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após ela ir até o subsolo do prédio para restabelecer a energia do apartamento dela em Caldas Novas. No momento em que ela foi ao subsolo, Daiane gravou vídeos mostrando o apartamento sem energia elétrica, enviou-os para uma amiga e disse que iria religar o padrão de energia.
A mãe da corretora, Nilse Alves, contou que tinha combinado com a filha que iria para Caldas Novas no dia seguinte, 18, para conversarem sobre as locações para o Natal e para a virada de ano. Entretanto, Nilse não encontrou a filha ao chegar no apartamento. A mãe de Daiane conta que a filha deixou a porta do apartamento aberta, mas foi encontrada trancada. No mesmo dia, a família registrou um boletim de ocorrência.
Segundo Nilse, a filha tinha desavenças com pessoas do prédio. “Tivemos no ano de 2025 muitos problemas que geraram processos contra o condomínio do prédio onde moramos. Processos que tramitam na justiça de Caldas”, disse.
Nota da defesa do síndico
O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que a defesa técnica ainda não obteve acesso à integralidade dos documentos recentemente inseridos na investigação, sobretudo ao Relatório Final Policial, de modo que somente se manifestará após a análise de todo o seu conteúdo.
Publicada por: RBSYS