Cantora entregou performance digna de quem pede passagem para figurar no primeiro time das popstars no primeiro dia de Lollapalooza 2022.
Doja Cat se apresenta no Lollapalooza 2022 Reprodução/Multishow Falta repertório, mas sobra talento para Amala Ratna Zandile Dlamini.
Nesta sexta-feira (25) de Lollapalooza, Doja Cat entregou uma performance digna de quem pede passagem para figurar no primeiro time das popstars.
A californiana de 26 anos e três álbuns fez o que podia em um setlist abastecido por poucos e bons hits de disco rap.
Adorada pela crítica (oito indicações ao Grammy, está bom para você?), Doja é uma raridade: ela rima e canta com igual desenvoltura.
Ela é a rapper e a popstar.
Não depende de feat.
Sobrinha de uma preparadora vocal, Doja cresceu cantando e mostra os dotes sem tantos exageros.
Tem vocal gravado, como em qualquer show pop, mas nada que prejudique tanto.
O uso de efeitos na voz também dão um charme: tem a Doja robô, a Doja voz de megafone, a Doja autotunada.
O que dá liga ao setlist é a suavidade e os arranjos com grooves indicados para amantes da disco music dos anos 70.
A falta de sucessos inquestionáveis é compensada por um show que mal dá tempo para a plateia respirar.
O jeito com o qual ela se move no palco faz valer o codinome artístico.
Os movimentos são chapados e ariscos.
Doja é um tipo de maconha; cat é gato inglês, claro.
Tudo é fascinante e é bem legal ver uma popstar "nascendo" assim na sua frente.
Mas o show só acontece mesmo em quatro momentos: o pop hipnótico coreografado de "Woman"; a quase sussurrada "Kiss Me More"; a sensual "Need to know"; e o maior hit "Say so".
Aí é covardia.
Uma grande canção e uma grande intérprete, juntas no escurinho do palco, com uma ladeira de gente se rebolando ao som dos grooves de guitarra.
Publicada por: RBSYS
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