Unidades de Sobradinho, Ceilândia, Santa Maria, Paranoá, Gama, Taguatinga e Asa Norte operam com 'bandeira vermelha', ou seja, apenas pacientes graves são atendidos.
Secretaria de Saúde diz que pacientes 'sem gravidade' devem procurar UPAs.
Fachada do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), no DF TV Globo/Reprodução Dos 16 hospitais públicos do Distrito Federal, sete estavam com "bandeira vermelha", ou seja, superlotados, nesta quarta-feira (23).
As informações são da Secretaria de Saúde do DF.
LEIA TAMBÉM: AGRESSÃO: enfermeira da rede pública do DF é agredida com tapa na cara após negar receita de remédio 'tarja preta' VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS: após dois estudantes serem esfaqueados no DF, Secretaria de Educação anuncia reforço no policiamento A situação, conforme a pasta, começou a se agravar na terça (22), e o atendimento passou a ser "apenas para pacientes graves".
Os demais doentes são encaminhados para outras unidades de saúde, diz a secretaria.
"As bandeiras decretadas nos hospitais não afetam o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas) e nem nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A orientação é para que pacientes sem gravidade busquem atendimento nesses locais, que são os mais adequados para quadros clínicos que não requerem urgência", diz a Secretaria de Saúde.
Os hospitais com bandeira vermelha são: Hospital Regional de Sobradinho: restrições na pediatria Hospital Regional de Ceilândia: restrições na clínica médica e na pediatria Hospital Regional de Santa Maria : restrições na clínica médica, na ortopedia e para cirurgias Hospital Regional do Paranoá: restrições na clínica médica Hospital Regional do Gama: restrições na clínica médica Hospital Regional de Taguatinga (HRT): restrições na clínica médica Hospital Regional da Asa Norte (HRan): restrições na clínica médica A SES-DF garante que "cirurgias eletivas e de urgência não são afetadas pela decretação de bandeiras nas unidades de saúde".
Fachada da ala de ortopedia do Hospital Regional de Sobradinho, no DF TV Globo/Reprodução Pacientes irritados Por causa da falta de atendimento, uma mulher, de 22 anos, jogou uma pedra e quebrou o vidro da recepção do Hospital Materno Infantil (Hmib), na Asa Sul, na noite da última segunda-feira (21); Irritada com atendimento, mulher joga pedra e quebra vidro da recepção do Hmib, no DF Reprodução/TV Globo No mesmo dia, no Hospital do Guará, um homem que carregava um bebê de colo se irritou e xingou uma recepcionista por causa da demora.
Homem com bebê de colo se irrita com demora no atendimento no Hospital do Guará, no DF TV Globo/Reprodução Nesta quarta, o funcionário público Alcimar dos Santos disse à TV Globo que ficou dois dias procurando atendimento para a filha, de 12 anos.
Ele conta tentou, primeiro, o Hospital de Ceilândia (HRC) e, depois, foi para o Hospital de Brazlândia.
Por volta das 22h, de terça-feira, após passar muito tempo esperando, ele diz que resolveu voltar para casa e retornar nesta quarta (23).
No entanto, a filha também não foi atendida.
"Ao chegar lá, falaram que não poderiam me atender pela ficha de ontem [terça], e que o atendimento da minha filha, de 12 anos, não era prioridade", diz Alcimar.
Sem cirurgia ortopédica Hospitais lotados restringem atendimento O motoboy Anderson Fernandes está desde quinta-feira (17) internado no Hospital de Base.
Ele sofreu um acidente de moto e quebrou o fêmur (veja vídeo acima).
Sem cirurgia, Anderson reclama que não conseguiu nem uma tala para imobilizar a perna.
"Tem tempo que eu peço pra botar essa tala aqui e o médico fala 'já fiz a solicitação'.
Quando chega no sistema, não tem nenhuma solicitação", conta o motoboy.
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Publicada por: RBSYS
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