O paratleta Marcos Vinícius Barcelos precisou ser ajudado por militares do Corpo de Bombeiros para sair do coletivo nesta sexta-feira (18).
Cadeirante não conseguiu sair de ônibus após elevador quebrar em Vitória Reprodução/TV Gazeta Por cerca de uma hora, o paratleta Marcos Vinícius Barcelos ficou preso, sem conseguir sair de um ônibus após o elevador do coletivo, que auxilia no transporte de deficientes físicos, quebrar.
O caso aconteceu nesta sexta-feira (18) em Vitória.
Antes de pegar o ônibus que quebrou, Marcos já havia tentado pegar outro ônibus, mas o elevador não funcionava.
Ele queria ir para casa após sair do hospital.
Já no segundo ônibus, o elevador funcionou no momento de colocá-lo para dentro, mas quebrou em seguida.
Marcos conta que todos os passageiros e motoristas saíram do veículo.
Somente ele ficou para trás, sendo retirado apenas quando militares do Corpo de Bombeiros chegaram.
"Os passageiros que estavam no ônibus desceram, embarcaram em outro ônibus, não me ajudaram.
Não estou e vitimizando por isso.
O motorista também não ofereceu ajuda, só disse que ligou para a empresa para acionar a manutenção.
Eu fiquei mais de uma hora dentro do ônibus com uma sensação de impotência e muito revoltado com essa situação", conta Marcos.
Luciene Pinto de Carvalho, esposa do cadeirante, também reclama: "A gente contesta a falta de manutenção do equipamento, a falta de assistência do motorista como ser humano.
Ele simplesmente ficou fora do veículo numa sombra, enquanto meu marido ficou lá dentro, no sol, aguardando a boa vontade da empresa de vir ajudar".
Marcos foi um dos cerca de 400 usuários prejudicados pela suspensão do serviço Porta a Porta, que atendia a pessoas com dificuldade de locomoção em Vitória.
O transporte está paralisado deste o dia 13 de março, pois a empresa rompeu o contrato com a Prefeitura da Capital em razão do aumento do preço do combustível.
Após o transtorno vivido nesta sexta, o passageiro pensa em acionar a Justiça.
"A gente liga para o 156 (canal de atendimento da prefeitura), liga para a Ceturb e ninguém resolve essa situação, só fica na conversa.
Não dói no bolso dos empresários, eles tinham que ser multados para que isso não aconteça mais.
A Ceturb, Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo, foi procurada, mas ainda não respondeu.
O Gvbus (Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória) disse que a empresa responsável falou que não procede a informação de que o cadeirante não recebeu suporte para o desembarque.
Devido a uma falha momentânea no elevador, imediatamente o motorista e um supervisor enviado pela empresa ofereceram auxílio ao cadeirante para ele desembarcar de forma manual, o que foi recusado pelo passageiro, que só aceitou descer do ônibus após acionar o Corpo de Bombeiros.
O ônibus foi encaminhado para a garagem para reparos.
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Publicada por: RBSYS
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