Presidente se filiou à legenda em novembro; parlamentares apoiadores de Bolsonaro também têm se filiado.
Ato foi fechado, e PL não divulgou lista completa de quem se filiou.
A duas semanas do fim da chamada "janela partidária", o PL fez neste sábado (19) em Brasília uma cerimônia fechada na qual filiou os deputados Eduardo Bolsonaro (SP) e Bia Kicis (DF).
O presidente Jair Bolsonaro participou do evento.
Eleito pelo PSL em 2018, Bolsonaro deixou o partido ainda em 2019 e, em novembro do ano passado, se filiou à legenda comandada por Valdemar Costa Neto.
A janela partidária começou em 3 de março e vai até 1º de abril.
É o período em que parlamentares podem trocar de partido sem a perda do mandato.
Isso porque, por resolução do Tribunal Superior Eleitoral, fora da janela, deputados só podem mudar de legenda e manter o mandato se houver justa causa, como fusão do partido; criação de novo partido; mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; e grave discriminação pessoal.
Com a migração de deputados Bolsonaristas, o PL passou a ser a maior bancada na Câmara dos Deputados.
O ato deste sábado aconteceu cerca de uma semana antes da oficialização da pré-candidatura de Bolsonaro à reeleição, prevista para o próximo dia 27.
Bolsonaristas no 'Centrão' O PL é o nono partido de Bolsonaro em sua carreira política e integra o chamado "Centrão", grupo informal de partidos que, até então, era criticado por bolsonaristas.
Também integram o Centrão, por exemplo, o PP, do ministro Ciro Nogueira (Casa Civil), e o PTB, do ex-deputado Roberto Jefferson.
O PL é presidido pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto.
Em 2012, Valdemar foi condenado no julgamento do mensalão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a 7 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Em 2016, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, concedeu perdão de pena a Valdemar.
Debandada do União Brasil A maioria dos deputados que migraram para o PL na janela partidária saiu do União Brasil.
A legenda nasceu em fevereiro, após confirmada a fusão entre PSL e DEM pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A saída em massa do União Brasil já era esperada.
O partido tinha entre os filiados deputados eleitos pelo PSL com o apoio do presidente Jair Bolsonaro em 2018, eleito sob a mesma legenda.
Publicada por: RBSYS
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