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Enredo e Samba: Grande Rio vai mostrar os caminhos de Exu

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Enredo e Samba: Grande Rio vai mostrar os caminhos de Exu

Uma das sete chaves para compreender o orixá é o lixo, símbolo de reciclagem, transformação e sobrevivência.

Todos os elementos estão presentes na personalidade de Exu.

Grande Rio vai levar a força do Orixá Exú para Sapucaí A Acadêmicos do Grande Rio quer abrir os caminhos para o título na Marquês de Sapucaí com a força e a complexidade do orixá Exu.

O enredo "Fala, Majeté! As sete chaves de Exu" vem desmistificar o orixá, visto no mundo ocidental pelo lado ruim.

Os carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad querem mostrar que Exu é caminho, sabedoria, prosperidade.

Exu é livramento.

Uma das chaves para compreender o orixá Exu é o lixo.

E é em Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde o lixo é símbolo de reciclagem e sobrevivência, que Exu se faz presente em toda a sua complexidade.

O orixá não é princípio, não é fim, é transformação, como explica o carnavalesco Leonardo Bora.

"Existe essa ideia nas religiões de matrizes africanas e afro-brasileiras das linhas de Exu que conversam com lixo, se manifestam com o lixo, e que nos levam a pensar essa própria ideia de lixo.

São esses resíduos de uma ideia de civilização que tem muito a aprender com os ensinamentos de Exu, que fala de transformação e que fala de ouvir o outro", disse Bora.

Transformação e sobrevivência A profissional de reciclagem Eliane dos Santos diz que muito do que se encontra no lixo pode ser reaproveitado, transformado.

"Papelão, plástico, papel, tudo que falam que é lixo e não é lixo.

É material que faz dinheiro", disse Eliane.

Rose Isidro da Silva, que também trabalha com reciclagem, diz que não tem vergonha de trabalhar com o lixo.

E não é porque trabalha com lixo que deixa de se arrumar.

"Eu sempre ando bonita e não é só porque a gente trabalha no lixo, não.

Mas tem que valorizar.

Faço o cabelo, passo o batom, boto a pedrinha do lado e já vou que vou", disse Rose.

O carnavalesco Gabriel Haddad quer promover uma grande festa na avenida para louvar o orixá.

"A gente pretende criar uma grande festa para Exu.

A gente vai cantar para essas pessoas que foram excluídas socialmente.

Estamira, Bispo do Rosário, Stela do Patrocínio.

Fazer essa grande manifestação a favor dessa energia poderosa que é Exu", disse Haddad.

Reflexão sobre intolerância religiosa No Museu de Arte do Rio, a exposição Crônicas Cariocas celebra o encontro do sagrado e profano.

E mostra como nosso dia a dia é perpassado por africanidades.

Pensando em arte e cultura, o pesquisador do enredo Vinícius Natal diz que a Sapucaí acaba se transformando num espaço para a reflexão.

"A Marquês de Sapucaí acaba funcionando como espaço de reflexão do que é o Rio de Janeiro e as escolas de samba que têm sua matriz e sua origem nos terreiros.

A Grande Rio falando de Exu é uma grande oportunidade para a gente debater sobre intolerância religiosa.

É a gente se posicionar contra esses ataques e defender as religiões de matriz afro-brasileira", disse o pesquisador.

A Grande Rio vai falar da energia dos Exus que vem da África e chega no Brasil e se transforma em diversas energias.

Das trocas de mercado, das artes contemporâneas.

Essa energia está na música, na vida cotidiana.

O pesquisador e professor Luiz Rufino diz que a Grande Rio acertou no enredo.

"Acho que a Grande Rio acerta muito porque ela traz Exu para o centro da encruzilhada.

Encruzilhada inclusive que passa a ser percebida como um lugar de chegada e não mais um beco sem saída, como uma sinuca de bico.

Dois aspectos da ancestralidade negra, a homenagem da escola de samba e o universo respeitoso dos terreiros onde os ogãs tocam os atabaques sagrados Rum, Pi e Le, o toque de Exu.

A diretora de ala da Grande Rio, a yalorixá Mãe Mônica Ty Oyá, diz que adora a imagem da encruzilhada.

"Adoro a imagem da encruzilhada porque muitas vezes em nossas vidas estamos em encruzilhadas e temos que escolher o caminho e lá está Exu, né? E Exu mostra o caminho que devemos seguir.

Exu não é diabo.

Diabo, para mim, são as pessoas que pedem o que é ruim.

Exu é a ligação com o universo, ele traz as mensagens para nós.

Quando entrarmos na avenida, Exu vai entrar na frente abrindo os caminhos", disse a yalorixá.


Publicada por: RBSYS

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