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Enredo e Samba: Imperatriz presta homenagem ao carnavalesco Arlindo Rodrigues

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Enredo e Samba: Imperatriz presta homenagem ao carnavalesco Arlindo Rodrigues

A carnavalesca Rosa Magalhães, amiga e rival dele em muitos carnavais disse que foi difícil reproduzir o trabalho de Arlindo.

Enredo foi um pedido do presidente de honra Luizinho Drumond.

Imperatriz Leopoldinense vai homenagear o carnavalesco Arlindo Rodrigues A Imperatriz Leopoldinense vai levar para a avenida o enredo "Meninos, eu vi.

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onde canta o sabiá, onde cantam Dalva e Lamartine", uma homenagem ao grande carnavalesco Arlindo Rodrigues, que deu à escola de Ramos, na Zona Norte do Rio, o primeiro título no carnaval carioca.

Foi no Theatro Municipal do Rio, imponente prédio do início do século XX, no Centro, que o professor Fernando Pamplona convidou o jovem cenógrafo e figurinista Arlindo Rodrigues para dar seus primeiros passos artísticos.

E ele vai ser enredo da Imperatriz sob a ótica de sua aluna e admiradora, a carnavalesca Rosa Magalhães.

Imperatriz escolhe o samba para o carnaval de 2022 no Rio; composição solo de Gabriel Melo é a vencedora Pessoas, como a figurinista e artista plástica Katherine Fleury, a Katy, que trabalhou e conviveu com Arlindo, por dez anos, lembram o talento dele.

"Ele era talentosíssimo e muito requintado.

O Arlindo, ele se esmerava para fazer o melhor possível, ele era autodidata!", contou Katy.

Amigos, rivais e muito talentosos Katy considera de extrema importância esse resgate da memória e do trabalho do carnavalesco, desenvolvido por Rosa Magalhães.

"Primeiro, porque o Arlindo trabalhou muito na Imperatriz.

A Rosa também.

Somos amigas de muitos anos.

Então, eu acho que a Rosa, de uma certa maneira, apesar de ela ser, completamente uma pessoa criativa, ela já nasceu uma intelectual.

Ao contrário do Arlindo.

Pai, mãe, toda a vivência da Rosinha foi no meio da intelectualidade.

Ela foi professora, milhões de coisas.

O Arlindo foi um autodidata que se fez por si próprio, mas que era requintado também.

Acho que a melhor pessoa para representar o Arlindo num enredo como esse é a Rosa.

Ela se aproxima mais do estilo dele, entende o estilo do Arlindo.

Eles foram rivais por muito tempo.

O engraçado é isso, mas eu acho que ele vai ficar orgulhoso de ser tão bem representado assim", disse Katy.

Foi em cada, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, que Rosa Magalhães concebeu o enredo em homenagem ao amigo e inspirador Arlindo Rodrigues.

A carnavalesca preparou cadernos de pesquisa.

Logo na primeira página, Xica da Silva, do Salgueiro de 1975.

Tem ainda Festa do Divino, da Mocidade de 1974, e Descobrimento do Brasil, da Mocidade de 1979, decoração do Theatro Municipal e decoração da Candelária.

"Separei por escolas e por ano, para ter uma lógica.

Perguntei para as pessoas, pedi ajuda, mas tem gente que não ajudou, não", contou Rosa.

O enredo sobre Arlindo Rodrigues é uma encomenda do presidente de honra da escola Luizinho Drumond antes de falecer.

E aí, a filha de Luizinho, Cátia, tinha assumido a presidência 15 dias antes.

Ela manteve o enredo.

"Mantém porque quer fazer a vontade do pai e uma homenagem ao pai.

Eles eram amigos, a relação do Arlindo e Luizinho era de amizade, amigo mesmo", contou a carnavalesca.

Rosa disse que é difícil fazer um enredo sobre o amigo, porque teme não conseguir reproduzir o trabalho dele.

"Difícil.

É difícil por que será que eu captei o negócio? Exagerei? Fiz de menos? Mas eu acho que você reconhece.

O chapeleiro reconheceu e aí, me deu alívio, graças a Deus",disse Rosa.

Opulência e riqueza de detalhes Ricardo Lourenço, membro da Velha Guarda da Imperatriz, lembra os carnavais feitos por Arlindo.

"Eu já era presidente de ala na Imperatriz desde 74 quando o Arlindo chegou, no carnaval de 1980.

A lógica mudou da água para o vinho, de um momento para outro.

Se a gente ia na loja comprar um metro e meio de tecido para fazer uma fantasia, a gente passou a comprar peças, nove metros, dez metros por fantasia.

Se a gente comprava um paetê na loja ali na esquina aqui em Ramos, para fazer um bordadinho aqui e acolá, a gente tinha que comprar quilos.

Ou então, materiais que nem existiam no mercado para fazer", lembrou Ricardo.

As lantejoulas que não existiam no mercado eram cortadas a mão, no barracão.

Se não existia material disponível no mercado, a escola fazia.

Arlindo primava pela riqueza de detalhes, como conta Ricardo.

"Muito luxuoso.

Isso da opulência, da riqueza, do detalhe, de contar uma história bem contada era dele.

Esse enredo sobre o Arlindo é tudo para a gente.

Primeiro, é um agradecimento eterno.

Eu guardo isso (partes de fantasias) porque para mim é eterno o sonho da Imperatriz de tantos anos, de ganhar um carnaval.

Era uma coisa impossível e o Arlindo chega e já faz a escola ser campeã.

Então, isso faz uma diferença enorme", contou Ricardo.

E o intérprete Leléu afirma: "A Imperatriz está pronta.

Pronta para ganhar o carnaval".


Publicada por: RBSYS

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