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Entenda como pesquisadores da Embrapa estudam o melhoramento genético da castanheira

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Entenda como pesquisadores da Embrapa estudam o melhoramento genético da castanheira

Trabalho é inédito e está sendo desenvolvido em um jardim clonal em Porto Velho.

Pesquisa é feita com base no DNA da espécie.

Parte 2: Pesquisadores da Embrapa estudam o melhoramento genético da castanheira D Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estudam o melhoramento genético da castanheira, árvore amazônica e peça chave na conservação da floresta.

A pesquisa, com base no DNA da espécie, busca desenvolver a compatibilidade e produção da árvore.

O trabalho é inédito e está sendo desenvolvido em um jardim clonal em Porto Velho.

Segundo a Embrapa, a pesquisa já produziu informação genômicas importantes, que devem contribuir na aceleração do melhoramento genético da árvore.

"Esse é um programa de melhoramento, onde nós fizemos seleção de algumas árvores lá na floresta.

Árvores com características interessantes, como por exemplo, a quantidade de frutos, a produção dela, o tamanho do fruto, tamanho da semente e a rigidez do fruto.

Então a gente caracterizou várias árvores e escolhemos algumas, que nós chamamos de matrizes", explicou Lúcia Wadt, pesquisadora da Embrapa.

Castanheira Renata Silva/Embrapa A pesquisa começou em 2014 e ainda não está concluída.

Segundo a pesquisadora, no jardim clonal, já é possível ver resultados importantes para a reprodução por clonagem da espécie.

"A gente trouxe um pedacinho da planta e reproduzimos ela aqui [no jardim clonal].

Eu tenho clones aqui e nós vamos fazer estudos com esses clones.

A gente tá trazendo esse material [as plantas] e com base nisso aqui, nesse jardim clonal, nós vamos fazer estudos de compatibilidade, de produção, ver quanto tempo vai começar a produção e também ver a genômica", explicou Lúcia.

Jardim Clonal das Castanheiras em Porto Velho Renata Silva/Embrapa De acordo com a Embrapa, comunidades ribeirinhas e extrativistas também serão beneficiadas com a conclusão da pesquisa, já que, a longo prazo, poderão aumentar a produtividade.

"As pessoas vão poder dizer, ‘eu vou plantar um castanhal’ e daqui cinco, dez anos, eu vou ter um castanhal top de produção", explicou a pesquisadora.

No Brasil, mais de 170 mil pessoas na Amazônia tem renda a partir das castanheiras.

Nos últimos cinco anos, o fruto movimentou uma média de 116 milhões de reais por ano no país, aponta a Embrapa.

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Publicada por: RBSYS

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