Mãe e filha relembram momento quando granada caiu perto da casa delas e matou avó, no vilarejo Bobrik, região de Brovary.
Elas foram ajudadas por vizinhos e ficaram dez dias em um porão.
Fotógrafo Gabriel Chaim conversa com civis vítimas da guerra em hospital de Kiev O fotógrafo Gabriel Chaim conversou com civis vítimas da guerra num hospital de Kiev.
“Eu me chamo Svetlana.
Eu morava no vilarejo Bobrik, região de Brovary.
No dia 10 de março, uma granada caiu perto de nossa casa, perto da entrada.
A minha mãe morreu.
Ela estava completamente despedaçada.
Eu fui salva por estar em casa e a mesa de carvalho me cobrir um pouco, por isso continuei viva”, conta.
“Quando a granada caiu perto da entrada, eu vi muita poeira.
Ouvi que minha mãe estava gritando, ela estava chamando a vovó.
Eu saí e vi que minha mãe estava espremida pela mesa.
Metade da vovó estava ao lado.
Eu puxei minha mãe para fora”, diz a filha de Svetlana.
“Os vizinhos nos ajudaram a chegar na casa deles e ficamos por dez dias no porão”, conta Svetlana.
“Eu estava fazendo o tratamento da minha mãe como podia, com vodca, antibióticos, chás antivirais.
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Tudo que tinha na farmácia eu dei.
E, no dia 20, o corredor verde foi aberto para nós, e fomos tirados de lá.
Enterramos vovó no quintal”, relembra a filha.
“Eu só quero perguntar a eles qual culpa minha mãe tinha.
Ela trabalhou 50 anos como leiteira e morreu assim, por nada.
Passar por isso no século 21 é muito assustador”, afirma Svetlana.
Publicada por: RBSYS
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