Acidente ocorreu na quarta-feira e deixou três mortos.
Peritos da corporação estiveram no local para entender melhor o que causou queda.
Imagens aéreas mostram local onde caminhão do Exército caiu em ribanceira Imagens aéreas mostraram o local onde o caminhão do Exército caiu de uma ribanceira no Vale do Itajaí na quarta-feira (16).
Três soldados morreram no acidente e 38 ficaram feridos.
Peritos da corporação estiveram no local para entender melhor o que ocorreu.
A estrada é cheia de curvas, estreita e com vegetação bem perto de onde os veículos transitam.
É localizada entre Blumenau e Indaial, em uma região conhecida como Nova Rússia.
Os peritos do Exército analisaram o local onde aconteceu o acidente.
Um novo trabalho começou: a perícia no caminhão para saber se houve alguma falha mecânica.
O Exército apurou que o veículo escorregou enquanto estava se deslocando.
No momento do acidente, estava chovendo e, nos dias anteriores, também havia chovido, o que deixou o solo encharcado.
Imagem aérea mostra região onde caminhão do Exército caiu de ribanceira no Vale do Itajaí Reprodução/NSC TV Nesta sexta (18), o Exército emitiu uma nota com informações sobre a investigação.
Disse que havia 41 pessoas no veículo - e não 44, como foi divulgado anteriormente pelos bombeiros.
A nota também diz que havia cinto de segurança para os passageiros na carroceria.
O general responsável pela investigação, Márcio Luis Abreu Pereira, divulgou outras informações sobre a estrutura que havia no caminhão.
"Essa viatura tem uma preparação especial na sua carroceria, com três estruturas metálicas, conhecidas como Santo Antônio, interligadas, que foi justamente o que garantiu que nós não tivéssemos maiores problemas.
É feita uma segurança na parte de trás da viatura, para evitar que alguém, por algum infortúnio, venha a cair da viatura.
E fora isso é o transporte normal do militar com o seu equipamento", afirmou o general, que é comandante da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada.
Mortos e feridos Morreram três soldados: Alex Carvalho da Cruz, de 21 anos, Diogo Felipe Veiga, de 18, e Alexandre da Silva Reginaldo, de 19 anos.
Soldados Alex Carvalho da Cruz e Diogo Felipe Veiga, mortos em acidente com caminhão do Exército no Vale do Itajaí Reprodução/Redes sociais Dois dias depois do acidente, cinco militares seguiam internados até a noite de sexta: dois seguem em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outros três internados com menos gravidade.
Um deles é o filho de Irma Brasil.
"A família está toda aqui porque eu não arredo pé, dia e noite eu estou aqui junto.
Porque eu quero levar o meu filho daqui.
O meu filho vai vencer, ele vai sair daqui!", emocionou-se.
Irma Brasil, mãe de soldado internado após acidente com caminhão do Exército no Vale do Itajaí Reprodução/NSC TV Dos 38 feridos, 33 tiveram alta.
Acidente Uma investigação policial militar irá apurar as causas da queda do veículo em uma ribanceira de aproximadamente 20 metros.
A ocorrência foi registrada quando o comboio com os soldados seguia em uma estrada sem pavimentação para um treinamento de tiro.
Socorristas durante o resgate das vítimas do acidente envolvendo um caminhão do Exército no Vale do Itajaí CBMSC/Divulgação Velório O velório de Alex Carvalho da Cruz e Diogo Felipe Veiga ocorreu na quinta, no Ginásio Sérgio Luiz Petters, em Indaial, no Vale do Itajaí.
Os corpos foram enterrados no Cemitério Municipal.
A Prefeitura decretou luto oficial de três dias na quarta.
Bandeiras junto às repartições públicas serão hasteadas a meio-mastro durante o período.
O corpo de Alexandre da Silva Reginaldo foi velado no período da tarde.
Ele foi sepultado no Cemitério São José em Blumenau.
O jovem ficou preso às ferragens e chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu e morreu na noite de quarta-feira.
Velório dos soldados que são moradores de Indaial Patrick Rodrigues/ NSC LEIA MAIS: Vídeo mostra comboio do Exército minutos antes de queda de caminhão Caminhão do Exército cai em ribanceira no Vale do Itajaí Duas vítimas do acidente com caminhão do Exército são veladas em ginásio Exército investiga causas do acidente com caminhão Vídeo mostra resgate de vítimas de acidente O que se sabe e o que falta esclarecer sobre queda em ribanceira Despedida Diogo tinha recém entrado no Exército.
De acordo com familiares, o nome dele não estava na primeira lista de convocados para o alistamento militar, mas ele insistiu para ser chamado.
"Ele falava 'meu nome não está.
Eu vou de novo' e ia.
Ia todos os dias de tarde pra lá", afirmou o cunhado da vítima, Anderson Menegazzo.
Já Alex passou a fazer parte da corporação em 2020 e queria seguir carreira militar.
"Ele sempre foi amigo de todo mundo.
Era uma figura que era muito querida por todo o batalhão já.
Vivia pra isso, sabe? Dava pra ver que ele gostava da coisa, tanto que ele quis ficar mais um ano", relatou o amigo Fernando Stautinger.
Três vítimas do acidente com caminhão do Exército são enterradas em SC Alexandre sonhava em entrar para o Exército Brasileiro.
Deixou a casa da família, em Porto Belo, no Litoral Norte, para viver essa realidade no 23º Batalha?o de Infantaria, em Blumenau.
Ao lado do caixão, a mãe de Alexandre, Cleusa Maciel da Silva, disse que o filho era querido e esforçado.
A última vez que falou com ele foi no domingo (13), quando ouviu do jovem a animação de quem iria fazer o acampamento e treinos de tiro com os colegas.
Investigação A 14ª Brigada de Infantaria Motorizada abriu na quarta-feira (16) um inquérito policial militar para apurar as causas do acidente.
O comando tem até 40 dias para apresentar a conclusão das investigações.
Além do inquérito, o Exército afirmou que está prestando “apoio psicológico e religioso” aos soldados envolvidos e a seus familiares.
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Publicada por: RBSYS
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