Esses alimentos têm pesado muito no orçamento das famílias.
A prévia da inflação oficial do Brasil foi de 0,95% em março, maior IPCA-15 para o mês desde 2015.
Legumes, frutas e hortaliças sobem quase 25% em 12 meses A prévia da inflação oficial do Brasil em março foi de 0,95%.
É o maior IPCA-15 em um mês de março desde 2015.
Alguns alimentos vem pesado muito no orçamento das famílias: legumes, frutas e hortaliças subiram quase 25% nos últimos 12 meses, bem acima da inflação.
Feira boa é feira assim: frutas, verduras, legumes.
Tudo bonito, fresquinho, que acabou de chegar na banca.
A questão são os preços, galopantes.
Para não assustar a clientela, um vendedor, por exemplo, diminuiu o pacote de maracujá.
“Vinha com cinco, com quatro.
Aí eu estou diminuindo, estou botando três para tentar segurar o preço”, conta o feirante Jeferson Tenório.
A feira é um desses lugares onde em um curto espaço a gente consegue ter um bom retrato do que está acontecendo na nossa economia: tem o aumento dos combustíveis que encarece o frete, os problemas do clima que prejudicam as safras, a principalmente a queda na renda do brasileiro, que torna cada vez mais difícil a missão de levar comida para dentro de casa.
Está tudo subindo de preço.
Alta de preços esvazia a sacola de cariocas nas feiras: 'Assustador' O levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas em feiras de todo o Brasil mostra que, nos últimos 12 meses, o preço das hortaliças e dos legumes subiu 31%, muito mais do que a inflação desse período.
“Eu estou sentindo que tudo está subindo.
Você pagar R$ 10 em um brócolis é um absurdo”, reclama uma compradora.
Considerando uma lista mais ampla, com 31 produtos, incluindo também as frutas e ovos, a alta é de quase 25%.
E não precisa nem pesquisar muito para saber o que mais subiu: só falam dela, e falam mal.
Também pudera; a cenoura subiu 121%.
“Eu pagava R$ 1 nesse saquinho.
Agora é R$ 4”, relembra uma cliente.
Além disso, tem o tomate, que subiu mais de 50%, e o mamão, mais de 60%.
Pimentão, repolho, melancia e alface também aumentaram bastante.
Economistas dizem que essa alta dos alimentos é culpa principalmente do clima: uma temporada de seca prolongada ano passado, seguida por um verão muito chuvoso este ano.
“A lavoura, de um modo geral, deu muito azar, sofreu muito com o choque de oferta vindo de problemas climáticos.
Apesar de que o principal componente realmente foi a quebra da safra por causa de chuva, mas o preço de frete por causa de diesel aumentando muito por conta de guerra e tudo isso, também tem um impacto importante”, explica Matheus Peçanha, economista e pesquisador da FGV/Ibre.
Seca e chuva aumentam custos no campo e devem pressionar inflação dos alimentos em 2022 Seca, geada e menos boi no pasto: a variação dos preços dos alimentos em 2021 explicada pelo campo Seca vai deixar alimentos ainda mais caros; entenda O pesquisador em mudanças climáticas da Embrapa Carlos Eduardo Pacheco Lima diz que a questão climática preocupa também a longo prazo: “Esse é um fenômeno que muito provavelmente veio para ficar, e que cada vez mais vai se tornar frequente.
Então, é importante que a agricultura brasileira comece a buscar, e a Embrapa tem trabalhado nesse sentido, mecanismos de adaptação a esses fenômenos”, diz.
Mas como faz para se adaptar a preços que não param de subir? A doméstica Vanessa Dias conta que está dando um jeito na feira para não estourar o orçamento: “Uma semana levo o mamão e, na outra semana, levo manga.
Porque não dá para comprar tudo ao mesmo tempo.
Está muito caro, muito caro”, afirma.
Publicada por: RBSYS
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