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Novas medidas reforçam mecanismos de localização de pessoas desaparecidas

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Novas medidas reforçam mecanismos de localização de pessoas desaparecidas

Ministério da Justiça e Segurança Pública faz campanha de coleta de DNA de pessoas sem identificação que estão internadas em hospitais e abrigos.

Novas medidas reforçam mecanismos de localização de pessoas desaparecidas Duas medidas anunciadas, nesta segunda-feira (21), vão reforçar os mecanismos de localização de pessoas desaparecidas no Brasil.

O filho de Sandro Andrade está desaparecido há mais de quatro anos.

Samuel foi encontrar o irmão numa festa.

Não voltou para casa e, desde então, a família procura respostas.

“Toda a campanha, a gente participa nos eventos, porque sempre renasce a esperança, e a esperança é a última que morre.

O quarto dele está do mesmo jeito, as roupas, o guarda-roupas, a cama.

A gente está na expectativa que ele apareça.

A gente não desiste.

Queremos resposta e, se Deus quiser, nós vamos conseguir”, diz Sandro.

O Ministério da Justiça iniciou, nesta segunda, uma nova campanha para tentar ajudar famílias de desaparecidos.

Em parceria com as secretarias estaduais de Segurança, vai colher o material genético de pessoas sem documentos, sem identificação que estão internadas em hospitais e abrigos.

A coleta do DNA é voluntária, feita após um termo de consentimento.

No caso de crianças e adolescentes, requer autorização judicial.

Essa amostra será incluída nos bancos genéticos para que seja feito um cruzamento com o DNA de parentes de desaparecidos.

O material coletado será usado exclusivamente para essa análise.

Atualmente, o Banco Nacional de Perfis Genéticos tem mais de 5 mil restos mortais não identificados e mais de 6 mil amostras de DNA de parentes em busca de notícias.

Desde junho de 2021, 43 famílias conseguiram informações sobre mortos e desaparecidos por meio do cruzamento de dados.

Uma pessoa foi encontrada viva em Pernambuco.

“Além do banco já cadastrado de familiares, nós estamos em busca, com o apoio da rede de saúde e assistência social, de pessoas vivas sem identificação.

Então, a grande perspectiva é poder confrontar essas pessoas que estão em clínicas, em locais de abrigo, e o perfil de familiares para identificar pessoas vivas”, diz o diretor de Políticas de Segurança Pública/MJSP, Marcelo Aparecido Moreno A Polícia Rodoviária Federal também criou um serviço que ajuda a achar pessoas desaparecidas.

Funciona 24 horas por dia e pode ser acessado na internet ou pelo telefone de emergência 191.

Após o aviso, policiais rodoviários de plantão, em um raio de 500 quilômetros do local, recebem o alerta imediatamente e começam a procurar pela pessoa.

Em 2021, a PRF registrou quase 63 mil casos de desaparecidos no Brasil, uma média de mais de 170 ocorrências por dia.


Publicada por: RBSYS

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