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Novo temporal em Petrópolis deixa cinco mortos

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Novo temporal em Petrópolis deixa cinco mortos

Há mais de 600 desabrigados.

A cidade voltou a enfrentar enchentes de rios, desabamentos, carros arrastados pelas águas, resgates e busca por moradores soterrados.

Novo temporal em Petrópolis deixa cinco mortos Cinco pessoas morreram na chuva que atingiu Petrópolis, na Região Serrana do Rio.

Mais de 600 estão desabrigadas.

Bombeiros passaram o dia tentando encontrar corpos dos moradores de uma casa que desabou perto do centro da cidade.

A chuva intensa fez o rio transbordar.

A força da enxurrada, da correnteza, destruiu o asfalto e arrastou carros.

Em um ponto, no alto de um morro, existia uma casa que desabou.

Uma foto mostra o antes e o depois.

Uma casa amarela não existe mais.

Havia sete pessoas no imóvel.

Uma foi retirada com vida e duas morreram.

Quatro estão desaparecidas.

Em várias regiões, moradores tiveram que sair de casa às pressas no domingo (20).

José Luiz deixou tudo para trás com a família: “Perdi a minha casa.

As coisas estão lá em cima, só tirei a minha família.

Vou ter que alugar uma casa agora”.

Mais de 600 pessoas estão em abrigos.

Pouco mais de um mês depois da chuva que deixou 233 mortos, Petrópolis voltou a enfrentar enchentes de rios, desabamentos, carros arrastados pelas águas.

Cruzes que haviam sido colocadas em homenagem aos mortos da última enxurrada foram levadas pela correnteza.

Moradores tiveram que ser resgatados no meio da enchente.

Nesta segunda-feira (21), os estragos ainda estavam por toda parte: nas ruas, no comércio.

“Nós precisamos que alguém enxergue essa situação para a gente poder respirar, porque tem sido dificílimo”, desabafa o comerciante Aleggio Pereira.

Em várias áreas, o aviso da Defesa Civil para os moradores deixarem o local imediatamente.

Um condomínio foi construído para abrigar 140 famílias que perderam suas casas nas chuvas de 2001.

Mas, nesta segunda, as pessoas que moram lá estão muito preocupadas porque vários terrenos da região estão cedendo.

“Já chamei, já fui na Defesa Civil, fui até na prefeitura, mas não adiantou.

Não vieram ver, não”, diz a dona de casa Rafaela Fidelis.

Em outras áreas, moradores decidiram deixar imóveis com risco de desabamento.

Mas essa não é a realidade da maioria.

Muita gente continua morando perto do perigo.

“Tem noites que eu não durmo.

Fico acordado para ver se não vai cair alguma coisa, aí eu tenho medo, mas a prefeitura não faz nada”, diz o autônomo Augusto Dias.

No Morro da Oficina, duas pessoas morreram em mais um deslizamento no domingo.

Leandro tinha voltado para casa.

Depois do temporal de domingo, ele decidiu que é hora de partir.

“Desamparado, inseguro, perplexo, desesperado.

Há um mês nós estamos sem paz.

Estou atordoado”, diz.

Em várias regiões que o Jornal Nacional visitou, moradores se queixam do poder público, da falta de ações preventivas e de apoio a quem vive em áreas de risco.

“A gente pede recurso, pede recurso e não aparece ninguém”, afirma a dona de casa Maria da Conceição.

A Prefeitura de Petrópolis declarou que está prestando assistência aos moradores, garantiu a assinatura de 431 contratos de aluguel social e todas as pessoas que estavam nos abrigos vão receber o benefício.

O governo do estado afirmou que está colaborando no pagamento do aluguel social e já havia destinado R$ 150 milhões para obras em quatro bairros.

O governador Cláudio Castro, do PL, visitou Petrópolis e anunciou investimento de mais R$ 40 milhões para outras obras de emergência.


Publicada por: RBSYS

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