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Oito espetáculos inspirados em clássicos para assistir no Festival de Curitiba

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Oito espetáculos inspirados em clássicos para assistir no Festival de Curitiba

Programação começa no dia 29 de março e segue até o dia 10 de abril.

Ao comemorar 30 anos de história, o Festival de Curitiba tem na programação espetáculos com textos de Nelson Rodrigues, Clarice Lispector, Shakespeare, entre outros.

Principal dramaturgo nacional, Nelson Rodrigues é um dos autores mais recorrentes do festival.

Sua “estreia” aconteceu em 1996, com o espetáculo “Doroteia – Uma Farsa Irresponsável”.

Clique aqui e veja a programação completa Curiosamente, a última vez que Nelson constou nos créditos do Festival de Curitiba foi em 2019 através da companhia Fodidos Privilegiados, de São Paulo, a mesma que trará o texto do gênio do teatro para esta edição.

Outro expoente da literatura nacional, a escritora brasileira Clarice Lispector estará duplamente representada nesta edição, com as peças “Abjeto-Sujeito” e a “Hora da Estrela”.

João Cabral de Melo Neto é a base de “Estudo nº 1: Morte e Vida”.

E ainda temos o anti-herói marginal Macunaíma, criado por Mario de Andrade, de certa forma presente em “Till, a Saga de um Herói Torto”.

Embora a peça tenha roteiro original, o personagem principal Till é inspirado em Macunaíma, carregando diversos traços semelhantes.

Shakespeare aparece em PPP@wllmshkpr.

br, e uma peça que reúne o que há de melhor na obra do dramaturgo.

E, por fim, a lista tem os escritores Michael Ende, cujo texto é a base de “Momo e o Senhor do Tempo”, e Thomas Bernhard, considerado um dos nomes mais importantes da literatura de língua alemã do século XX.

Ele é autor da obra “O Náufrago”, transposta para o palco pela companhia LNW Produções.

Conheça 8 espetáculos inspirados em clássicos: “O Casamento” Espetáculo 'O Casamento' será encenado no Teatro da Reitoria Divulgação/Mancuzo Entretenimento “O Casamento” é uma adaptação de João Fonseca, do romance homônimo da década de 1960, de Nelson Rodrigues.

Ele conta a história de Dr.

Sabino (João Fonseca), um rico empresário que descobre na véspera do casamento da filha adorada, Glorinha (Guta Stresser), que seu futuro genro é homossexual.

Esse foi o primeiro espetáculo da Companhia co-dirigido por João Fonseca e Antônio Abujamra em 1997 e será apresentado pela companhia Os Fodidos Privilegiados nos dias 9 de abril, às 21, e 10 de abril, às 19h, no Teatro da Reitoria.

A classificação é de 16 anos e a duração de 100 minutos.

“Abjeto-Sujeito” Em “Abjeto-Sujeito”, a atriz e diretora Denise Stoklos promove o encontro do teatro essencial com a obra de Clarice Lispector.

O resultado é uma investigação radical a respeito de como o corpo, a voz e a emoção da intérprete expressam uma palavra literária empenhada em dizer o que a todo momento beira o indizível.

As canções de Elis Regina pontuam de tempos em tempos o percurso que vai da negação à constituição do sujeito.

Apresentações nos dias 8 e 9 de abril, às 21h, no Sesc da Esquina.

Classificação: 14 anos.

Duração: 99’.

“A Hora da Estrela” Musical estrelado por Laila Garin, Claudia Ventura e Claudio Gabriel, “A Hora da Estrela” ou O Canto de Macabéa é uma adaptação do clássico de Clarice Lispector.

Em cena, três músicos ao vivo.

Direção de André Paes Leme, direção musical de Marcelo Caldi e músicas originais de Chico César.

Macabéa é uma imigrante nordestina cuja vida é marcada pela ausência de afeto e poesia.

A história é contada por uma atriz, que resolve narrar sua vida em um exercício de disparidade.

Apresentações no dia 9 de abril, às 21h, e 10 de abril, às 19h.

Classificação: 12 anos.

Duração: 100’.

Clarice Linspector: obra da escritora adaptada aos palcos Divulgação/Daniel Barbosa “PPP@wllmshkpr.

br” A peça “PPP@wllmshkpr.

br” promete reunir um pouco de tudo o que há nas obras daquele que é considerado o maior o maior dramaturgo de todos os tempos.

Foi com este espetáculo que o grupo Parlapatões construiu sua reputação em todo o Brasil.

Trata-se de uma sátira bem estruturada sobre a obra completa de William Shakespeare compilada em 99 minutos e encenada por apenas três atores que se dividem em 12 personagens cada.

Na encenação, mesmo com o predomínio da popularíssima Romeu e Julieta e com grande parte de Hamlet, estão agrupados de formas diversas e sob diferentes abordagens, todos os trabalhos para o palco escritos por William Shakespeare.

Apresentações nos dias 31 de março e 1° de abril, às 21h.

No Sesc da Esquina.

Classificação: 14 anos.

Duração: 99’.

“Estudo nº 1: Morte e Vida” “Estudo n°1: Morte e Vida” é um caldeirão com música, punk rock e a poesia de João Cabral de Melo Neto.

A partir do poema dramático Morte e Vida Severina, o Grupo Magiluth propõe um estudo cênico sobre a trajetória de imigrantes que deixam o sertão nordestino e seguem o caminho do rio, em busca de melhores condições de vida e trabalho.

O olhar híbrido e inquieto do coletivo pernambucano se volta, neste espetáculo, para os movimentos migratórios gerados por adversidades climáticas, políticas e sociais, buscando observá-los tanto em suas analogias quanto na heterogeneidade de seu conjunto.

A peça terá encenação nos dias 3 e 4 de abril, às 21h, no Teatro Zé Maria.

A classificação é livre.

Duração: 70 minutos.

“Till, a Saga de um Herói Torto” A peça não é propriamente inspirada em algum livro.

Mas o personagem Till, sim.

Ele possui diversos traços de Macunaíma, clássico de Mario de Andrade.

“Till” é uma saga cheia de presepadas e velhacarias que começa com uma aposta.

O Demônio diz a Deus que se fosse tirado do homem algumas qualidades o ser humano cairia em perdição.

Deus, aceitando o desafio, resolve trazer ao mundo a alma de Till.

Vivendo em uma Alemanha miserável, povoada de personagens grotescos e espertalhões, logo de início o protagonista é abandonado em meio ao frio e à fome e descobre que a única maneira de sobreviver naquele lugar é se tornar ainda mais esperto e enganador.

O espetáculo será apresentado nos dias 4 e 5 de abril, no Teatro da Reitoria, às 21h.

Classificação: livre.

Duração: 90 minutos.

Personagem inspirado em Macunaíma Divulgação/Guto Muniz “Momo e o Senhor do Tempo” Baseado na obra de Michael Ende, considerado um autor clássico da literatura jovem, a peça retrata Momo, uma menina órfã que aparece misteriosamente em uma cidade e vai morar nas ruínas de um antigo teatro abandonado.

Ela brinca, ouve as pessoas, faz com que elas aprendam a escutar e a valorizar as relações.

Até que Homens Cinzas aparecem e começam a comprar o tempo das pessoas.

Momo e seus amigos vão enfrentar os Homens Cinzas para recuperar seu “tempo perdido” com a ajuda do Senhor Do Tempo e de Cassiopeia, uma tartaruga que não tem pressa nenhuma.

Nessa aventura Momo, com sua percepção e coragem, salva a cidade e devolve o tempo das pessoas.

O espetáculo será apresentado dentro da Mostra Guritiba, nos dias 2 e 3 de abril, no Teatro Bom Jesus, às 16h.

A classificação é livre e a duração de 70 minutos.

“O Náufrago” Em uma prosa convulsiva e exasperada, a história de três exímios estudantes de piano, um dos quais teve sua vida aniquilada a partir do momento em que ouviu Glenn Gould, um dos outros três, tocar as Variações Goldberg, de Bach.

Apresentações nos dias 6 e 7 de abril, às 21h, no Teatro da Reitoria.

Classificação: 14 anos.

Duração: 80’.

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Publicada por: RBSYS

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