Moradores de comunidades ribeirinhas que antes viviam do roçado, da pesca predatória e da caça, ganham até cinco vezes mais com turismo.
Economia e respeito pela natureza reprodução/Terra da Gente Morar bem perto da natureza é um privilégio, mas como se manter sem afetar diretamente a floresta? “Antes a gente tinha que abrir a mata, plantar a roça, esperar amadurecer e depois fazer a farinha para vender.
Hoje não, a pesca esportiva mudou tudo.
A gente trabalha, pega o dinheiro e faz a compra para deixar em casa, não falta comida”, comenta o guia de pesca, Dioni Dias dos Santos, que mora às margens do rio Mutuca, no Amazonas.
Seguimos pelo rio Mutuca, no Amazonas reprodução/TG Se antes um ribeirinho ganhava cinquenta reais por dia trabalhando no roçado, com a pesca esportiva o valor pode ser até cinco vezes maior, salário impulsionado pelas gorjetas que os pescadores esportivos deixam quando conseguem fisgar o tucunaré-açu, um dos peixes mais esportivos do mundo.
“Hoje a gente consegue ganhar bem mais.
Melhorou bastante a nossa qualidade de vida e principalmente nossa mentalidade.
Aprendemos a respeitar o peixe e passamos a entender que ele tem mais valor vivo, que a floresta tem mais valor em pé, que esse rio é tudo para nós, mas a gente tem que cuidar”, explica o guia de pesca, Ramon Figueiredo da Silva.
No município de Autazes, são nove pousadas no rio Mutuca.
“Tem pousadas menores também que são familiares.
É aquele guia que juntou dinheiro e montou um lugar na casa dele, onde tem ali, dois, três chalés e consegue trabalhar com a ajuda da própria família.
E assim, dentro da comunidade você consegue gerar emprego.
Não é só aquele dinheiro que o trabalhador ganha em um dia de roçado, quando vai limpar um pasto, ou, coisa do tipo.
Tem emprego durante a temporada inteira”, explica o empresário e pescador esportivo, Rhusyvel Peterson.
Quando o rio Mutuca seca, uma diversidade imensa de peixes dá show durante pescaria esportiva Toni Mendes/TG Os próprios moradores da região se tornam “fiscais” nesta história.
Ficam de olho para ninguém jogar lixo no rio, desmatar, ou, matar o tucunaré-açu, que é proibido por lei na região.
“Mas não é só o peixe, a pesca esportiva também ajuda a conservação do animal silvestre.
Antes matava muito bicho pra vender e hoje eles não têm mais essa necessidade de matar, porque os ribeirinhos têm condições de comprar uma carne, comprar um frango.
Não tem mais a necessidade de matar um bicho da floresta, porque o morador tem emprego”, completa Peterson.
Essa ideia de conservação tem começado cada vez mais cedo na região.
Na comunidade de São José, o TG encontrou o Daylan, de 10 anos, a mãe dele trabalha em uma pousada.
O garoto que passa boa parte no rio brincando, se diverte pescando e já sabe como o peixe é importante por aqui.
“Me acostumei a soltar, a natureza merece!”, conta o garoto.
Embarque com nossa equipe nesta aventura e se prepare para descobrir um lugar cheio de peixes, onde a vida corre em outro ritmo nas margens do rio Mutuca.
Publicada por: RBSYS
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