Vítima deve prestar depoimento sobre o caso até a quarta-feira (23), na Delegacia de Polícia Civil de Parnaíba.
Joelma Figueiredo, de 23 anos, denuncia racismo e lesbofobia no litoral do Piauí Joelma Figueiredo A chapeira Joelma Figueiredo, que denunciou nas redes sociais ter sido vítima de racismo e lesbofobia em Parnaíba, no litoral do Piauí, registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil do município, na última quinta-feira (17).
De acordo com a advogada da vítima e presidente da Subcomissão da Diversidade Sexual e de Gênero, da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Piauí (OAB-PI), Mayara Portela, o depoimento de Joelma está previsto para a quarta-feira (23).
“Na delegacia, a Joelma deu as primeiras declarações sobre o caso.
Ela ainda não estava confortável pra prestar depoimento, continua abalada com a situação.
Cada vez que tocam no assunto, tocam na ferida dela.
O delegado consentiu e combinamos que ela retornará outro dia, para ser ouvida de forma mais atenta e completa”, comentou a advogada Mayara Portela.
A advogada ressaltou que os ataques pelas redes sociais são considerados crimes e existe legislação que prevê punições.
As investigações devem prosseguir, com o intuito de identificar o responsável pelas mensagens, por meio do número de telefone utilizado.
Relembre o caso Funcionária de restaurante denuncia racismo e lesbofobia em mensagens de cliente: ‘hambúrguer poderia ser feito por outra pessoa?’ Arquivo Pessoal Joelma Figueiredo, de 23 anos, trabalha como chapeira em um restaurante de Parnaíba.
No dia 12 de março deste ano, a jovem denunciou ter sido vítima de racismo e lesbofobia após um cliente recusar, por mensagens, um pedido preparado pela mulher negra e lésbica.
“Desculpe a pergunta, mas meu hambúrguer poderia ser feito por outra pessoa? Lanchei aí na quarta-feira e vi que meu hambúrguer foi feito por uma pessoa que não é do meu agrado.
Ela é lésbica e negra, entenda meu lado.
A imagem de vocês em primeiro lugar”, diz o cliente em mensagens.
Ao g1, a vítima relatou que outra funcionária estava responsável pelo atendimento de clientes nas redes sociais.
Ao receber as mensagens ofensivas, a mulher alertou Joelma, que acompanhou o restante da conversa.
“Tipo de clientes como você não fazemos a mínima questão em nosso estabelecimento.
Que o senhor fique sabendo que a ‘negra e lésbica’ é a melhor chapeira da cidade.
Vamos na delegacia registrar um B.
O.
[boletim de ocorrência] contra você”, respondeu a atendente.
Funcionária de restaurante denuncia racismo e lesbofobia em mensagens de cliente: ‘meu hambúrguer poderia ser feito por outra pessoa?’ Arquivo Pessoal “Eu sei, mas sou cliente e devo dar minha opinião e sou sim preconceituoso e racista.
E acho que vocês não deviam botar esse tipo de gente pra trabalhar”, continuou o homem.
A equipe utilizou as redes sociais da hamburgueria para denunciar a situação.
As mensagens repercutiram nas redes sociais e causaram revolta em alguns internautas.
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Publicada por: RBSYS
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