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Polícia investiga suposto caso de pedofilia envolvendo 'recompensa' de jogo em Indaial

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Polícia investiga suposto caso de pedofilia envolvendo 'recompensa' de jogo em Indaial

Segundo a denúncia de familiar de duas vítimas, a estratégia do pedófilo é frequentar os jogos online e oferecer recompensas em troca de vídeos e fotos explícitas.

Alerta do Conselho Tutelar de Indaial A Polícia Civil investiga a suspeita de um aliciador que teria feito duas vítimas em Indaial , no Vale do Itajaí.

Segundo a denúncia de familiar de duas vítimas, a estratégia do pedófilo é frequentar os jogos online e oferecer recompensas em troca de vídeos e fotos explícitas.

Dois primos, de 11 e 12 anos, chegaram a enviar fotos íntimas ao homem, que não foi identificado.

Quem descobriu o que estava acontecendo com os meninos foi a mãe de uma das vítimas, que verificou o celular do filho e procurou a delegacia na sexta-feira (18).

Ela afirmou que não viu mudança no comportamento do garoto.

A mulher conta que um perfil nas redes sociais oferecia recompenas grátis para um jogo.

De acordo com o relato, o suspeito, que administra esses premiações, pede que o usuário envie o número de telefone e mande a ele uma mensagem privada.

LEIA MAIS: PF prende idoso em SC por suspeita de armazenar pornografia infantil Suspeito de usar vínculo religioso para abusar meninas é preso em SC Médico é condenado por estuprar paciente dentro de posto de saúde de SC Em seguida, a conversa muda de tom e o administrador pede, detalhando suas preferências, que as vítimas enviem fotos e vídeos íntimos para que então receba a "recompensa", segundo informou a mulher.

O suspeito, conforme a mãe da vítima, detalha o tempo de duração das gravações.

Depois, ensina as crianças a apagarem o material.

"Ele acaba enviando esse diamantes para a criança", disse.

Ela conta que chegou a mandar mensagens para o suspeito com o objetivo de confirmar como era a dinâmica do crime.

"Parece que está sempre online", explica.

Sirene de viatura PM Salmo Duarte/Arquivo/NSC "Fui perceber mesmo porque tenho o hábito de mexer no celular dele.

Então eu acabei pegando o aparelho na mão e me deparei com aquelas mensagens obscenas, de um adulto mandando coisas horríveis para meu filho.

Me bateu um desespero", relata a mãe.

A Polícia Civil recebeu duas denúncias e está apurando o caso.

Como o caso envolve pessoas menores de idade, a investigação ocorre sob sigilo.

Conselho Tutelar Para alertar outras mães, a mulher buscou o Conselho Tutelar da cidade e relatou o que tinha acabado de ver.

"Esse bandido deve estar agindo em outro lugar também", comentou.

Os profissionais ajudaram a elaborar um texto com orientações para compartilhar na internet.

A família também acionou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

"Pedimos que os pais e responsáveis fiquem atentos a seus filhos, fiscalizem os jogos e principalmente os celulares.

Os pais devem ser honestos com os filhos", explica Jéssica Camargo de Freitas, conselheira tutelar.

Caso alguém da família tenha sido vítima do crime, ela aconselha a família a arquivar as conversas e fazer um Boletim de Ocorrência na delegacia.

O órgão de proteção à criança e ao adolescente também se colocou à disposição para orientar as famílias.

O contato pode ser feito de segunda a sexta, das 8h às 18h, pelos telefones (47) 3333-6464 e (47) 3333-9892.

O telefone de plantão é (47) 99942-2288.

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Publicada por: RBSYS

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