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Rússia anuncia ter utilizado mísseis de cruzeiro em ataque a Lviv, na Ucrânia

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Rússia anuncia ter utilizado mísseis de cruzeiro em ataque a Lviv, na Ucrânia

Forças russas atingiram um depósito de combustível utilizado pelas forças ucranianas perto da cidade e uma fábrica usada para o conserto de sistemas antiaéreos, estações de radar e acessórios para blindados.

Cinco pessoas ficaram feridas.

Bombeiros combatem incêndio em depósito de combustível de Lviv O míssil de cruzeiro foi usada para atingir alvos militares em Lviv, no oeste ucraniano, no sábado (26), anunciou neste domingo (27) o Ministério da Defesa russo.

No ataque, as forças russas  atingiram um depósito de combustível utilizado pelas forças ucranianas perto da cidade e uma fábrica usada para o conserto de sistemas antiaéreos, estações de radar e acessórios para blindados.

Cinco pessoas ficaram feridas.

Segundo o Ministério da Defesa russo, "as Forças Armadas mantêm as ações ofensivas que integram sua operação militar especial".

No mesmo comunicado, a Rússia também anunciou ter utilizado mísseis de longa distância para destruir um arsenal de mísseis S-300 e sistemas antiaéreos, perto de Kiev, além de ter destruído drones.

  Fumaça é vista após ataque aéreo russo contra a cidade de Lviv, na Ucrânia REUTERS/Pavlo Palamarchuk Moscou ainda afirmou que foguetes do tipo Kalibr destruíram um depósito de armas e munições na região de Jytomyr, no oeste de Kiev, em 25 de março, e atingiu um depósito de combustível na cidade de Mykolaïv, no sul.

Em um boletim divulgado neste domingo, as Forças Armadas ucranianas afirmam que obtiveram o recuo das forças russas em sete ataques nas regiões de Donetsk e Louhansk e oito tanques russos foram destruídos.

  Cerca de um mês após a invasão à Ucrânia, as tropas russas não obtiveram os avanços esperados, não tomaram o controle de nenhuma cidade importante, e atingem cada vez mais civis.

O prefeito de Chernigov, no norte, alertou que as tropas russas apertaram o cerco, e agora é praticamente impossível retirar civis e feridos da cidade, localizada a 120 km de Kiev.

  A ofensiva agora deverá se concentrar na "libertação" de Donbass, no leste do país, já parcialmente dominado por grupos separatistas pró-Moscou.

A nova orientação se deve ao fato de "os principais objetivos da primeira fase da operação terem sido alcançados" e "a capacidade de combate das forças ucranianas ter sido reduzida de maneira significativa".

O governo ucraniano afirmou ter reconquistado Trostianets, cidade próxima à fronteira com a Rússia e uma das primeiras a cair nas mãos dos russos quando a invasão começou.

Em Kharkiv, autoridades relataram 44 ataques de artilharia e 140 ataques com foguetes em um único dia.

Os russos também enfrentam uma contraofensiva em Kherson, a única cidade importante capturada até agora.

  Aiea se preocupa com Chernobyl  As forças russas, por sua vez, tomaram o controle de Slavutich, onde vivem os funcionários da usina nuclear de Chernobyl, e detiveram rapidamente seu prefeito Yuri Fomichev.

A Agência Internacional de Energia Atômica reiterou, neste domingo, sua preocupação em relação à segurança da usina nuclear, tomada no dia 24 de fevereiro, dia da invasão à Ucrânia.

  As forças russas também tomaram o controle da cidade de Slavoutitch, onde moram os trabalhadores da central, e há uma semana "não há rotação dos funcionários na usina.

" A AIEA teme que os trabalhadores que gerenciam as operações cotidianas em Chernobyl, e os dejetos radioativos ,tenham dificuldade em voltar para casa e descansar.

O risco de erro humano cresce neste contexto.

Refugiados Desde o início da invasão russa, mais de 10 milhões de ucranianos (em torno de 25% da população) abandonaram suas casas, e 3,7 milhões deixaram o país.

  Cerca de 2,2 milhões foram para a Polônia, segundo dados das autoridades ucranianas e da ONU.

Após uma conversa com refugiados ucranianos em Varsóvia, Biden chamou Putin de "açougueiro" e afirmou que ele "não pode permanecer no poder".

O presidente americano considerou "um fracasso estratégico" a invasão à Ucrânia, que resiste há mais de um mês ao cerco e aos bombardeios ordenados pelo presidente russo.


Publicada por: RBSYS

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