Cidade foi a segunda em que mais choveu nos últimos três dias e é a primeira a decretar calamidade devido aos temporais.
Prefeitura afirmou que ainda não tem balanço de desalojados.
Canal transborda e moradores de São Lourenço da Mata ficam ilhados A prefeitura de São Lourenço da Mata, no Grande Recife, decretou nesta quinta-feira (24) situação de emergência e de calamidade pública devido aos temporais, que atingem o município desde o começo da semana (veja vídeo acima).
A cidade é a segunda com maior acúmulo de chuva nos últimos três dias no estado e a primeira a decretar calamidade.
Até a manhã desta quinta, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) registrou 248 milímetros de chuva, mais do que os 161 milímetros esperados para todo o mês de março no município.
Com isso, a água invadiu casas, alagou ruas e causou prejuízos.
Procurada pelo g1, a prefeitura de São Lourenço afirmou que ainda estava contabilizando o número de desalojados no município, mas afirmou não ter registrado casos de desabrigados, ou seja, de quem ficou sem moradia.
Segundo balanço da Secretaria Executiva de Defesa Civil do Estado (Codecipe), ao menos nove pessoas ficaram desalojadas devido às chuvas em São Lourenço.
Em toda a Região Metropolitana do Recife, são 948 moradores que deixaram suas casas.
LEIA TAMBÉM: Sobe para 948 número de desalojados devido às chuvas Confira a previsão do tempo para esta quinta-feira Alagamento registrado em São Lourenço da Mata, no Grande Recife Reprodução/TV Globo O decreto da prefeitura foi publicado no Diário Oficial dos Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) desta quinta-feira (24).
Nele, o prefeito Vinícius Labanca (PSB) apontou os danos materiais e "a necessidade de amparar e auxiliar a parcela da população afetada pelas chuvas", além da necessidade de manutenção das medidas sanitárias de enfrentamento da pandemia decorrente do novo coronavírus.
Com a publicação, a prefeitura autorizou "a mobilização de todos os órgãos municipais" para atuarem nas ações de resposta ao desastre, bem como a convocação de voluntários para ajudar nos serviços e arrecadação de recursos para auxiliar à população afetada pelas chuvas.
Através do decreto, o município também fica autorizado, em caso de risco, a determinar a saída das pessoas das residências, bem como desapropriar imóveis nessas áreas inseguras.
O que acontece? A decretação de estado de calamidade pública pode ocorrer em situação anormal, provocada por desastres, causando danos e prejuízos.
Para isso, “o comprometimento da capacidade de resposta do Poder Público do ente atingido é substancial”.
O reconhecimento deve ser solicitado pelo governador ou prefeito e reconhecido pelo governo federal.
Após análise das informações, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados.
Com a aprovação, é publicada portaria no Diário Oficial da União com a especificação do valor a ser liberado.
Os estados e municípios afetados por desastres naturais devem decretar situação de emergência ou estado de calamidade pública antes de solicitar recursos federais para ações de defesa civil.
O reconhecimento federal deve ser solicitado no Sistema Integrado VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco dos últimos 7 dias
Publicada por: RBSYS
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