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Sete de cada 10 pessoas estão endividadas em Vitória, aponta pesquisa

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Sete de cada 10 pessoas estão endividadas em Vitória, aponta pesquisa

Estudo da Fecomércio mostra que endividamento e inadimplência na capital cresceu em todas as comparações com o ano passado.

Pesquisa da Fecomércio foi realizada neste mês de março Reprodução/TV Gazeta Os impactos das altas do juros e inflação no Brasil não demoram a chegar para o cidadão.

Uma pesquisa da Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio) mostrou que 95 mil famílias de Vitória estão endividadas, e, dessas, 39 mil já são consideradas inadimplentes.

O estudo também apontou o crescimento desses números se comparados a 2021.

A pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor foi realizada no dia 18 de março, na capital.

Estar envidividado significa que a pessoa tem contas futuras a pagar, mas não há débitos em atraso.

A inadimplência acontece quando há pelo menos uma conta que já venceu.

O endividamento das pessoas em Vitória subiu em 1% de janeiro para fevereiro, chegando a 71,5%, ou seja, de cada 10 pessoas, sete têm pendências financeiras.

Se comparado com o mesmo período, mas em 2021, o cenário é ainda pior.

Em fevereiro do ano passado o endividamento na capital capixaba era de 62,5%, 9% a menos do que o atual.

A inadimplência também cresceu em todas as comparações.

De janeiro para fevereiro deste ano, o número subiu 0,9%, indo para 29,5%.

O número de pessoas que tinham ao menos uma conta em atraso em 2021 também era menor.

Em fevereiro do ano passado, estava em 28,03%, pouco mais de 1% a menos que o índice atual.

Apesar do crescimento dos números de endividamento e inadimplência, a pesquisa mostra que a a intenção de consumo das famílias na capital aumentou 1,2% em fevereiro em comparação ao mês de janeiro deste ano.

O índice diminui em 4,3%, porém, quando a comparação é com os números de 2020.

Se livrar das dívidas pode não ser tarefa fácil, mas o economista Vitor Rocha explica que pequenas atitudes podem ser tomadas para se livrar, a longo prazo, do contexto de endividamento.

"No contexto atual, de escalada de juros e inflação, a renda das famílias está cada vez mais comprometida com o consumo de bens e serviço.

E acaba sobrando menos renda para honrarem os compromissos financeiros.

Pode-se estabelecer critérios de custo, por exemplo.

Pagar primeiro as dívidas que têm juros mais altos, como cartão de crédito rotativo ou crédito especial.

Outro critério é a urgência das dívidas.

As de água e luz, que caso não sejam pagas vão ter o serviço cortado, são prioritárias", disse Vitor.

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Publicada por: RBSYS

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