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Sustentabilidade e mineração em convergência

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Sustentabilidade e mineração em convergência

Lições e contribuições do setor mineral em MG para uma economia sustentável A tradicional atividade de mineração em Minas Gerais desperta sentimentos antagônicos.

Se por um lado o setor colabora significativamente com o desenvolvimento econômico do estado, de municípios e com a qualidade de vida da população – que usufrui do carro à geladeira, produzidos com uso de matéria-prima mineral –, por outro gera incômodos como a preocupação com um novo rompimento de barragem de rejeitos.

Os desastres de Mariana e Brumadinho levaram parte da sociedade a acreditar que a atividade mineral é uma vilã.

No entanto, vozes que defendem a ‘não-demonização’ da mineração tentam mostrar que o setor aprendeu com os erros, vem sendo cada vez mais cobrado para atuar de maneira ambientalmente responsável e tem evoluído quanto às práticas.

“A mineração é como qualquer outra indústria, mas ver o lugar onde era uma montanha se transformar em um vale faz a população rejeitar essa intervenção.

Por outro lado, a população colhe os benefícios da extração mineral, por exemplo, tendo acesso a emprego.

É preciso que os gestores municipais apliquem bem os recursos gerados pela mineração, retornando em investimentos para a sociedade.

O uso correto dos recursos também é sustentabilidade”, ressalta Hernani Mota de Lima, professor de Engenharia de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto.

Economia No 1º trimestre de 2021, o setor mineral criou cerca de 11 mil novos empregos diretos no Brasil (6% a mais do que no 1º trimestre de 2020).

As vagas diretas abertas nas mineradoras geram empregos indiretos da ordem de 1 para 11 ao longo das cadeias produtivas, informa o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

O mais recente levantamento mostra que, em 2021, o estado apresentou o maior crescimento no faturamento: 87%, passando de R$ 76,4 bilhões em 2020 para R$ 143 bilhões.

Com esse resultado, Minas respondeu por 42% do faturamento global da indústria da mineração brasileira em 2021, participação que era de 37% em 2020.

O estado é também a unidade da federação que mais vai atrair investimentos no setor até 2025: US$ 10,2 bilhões.

“Os dados sobre a evolução histórica da indústria da mineração apurados pelo Ibram demonstram que a atividade seguirá sendo relevante para Minas Gerais por longos anos.

Além dos resultados operacionais e financeiros, ela tem sido exercida em acordo com normas internacionais de segurança operacional, sustentabilidade e compliance”, afirma Julio Cesar Nery Ferreira, Diretor de Sustentabilidade e Assuntos Regulatórios do Ibram.

Segundo ele, outras unidades da federação têm observado retorno positivo com o apoio à expansão da mineração, como Pará, Goiás, Mato Grosso e Bahia que registram elevações significativas no faturamento com minérios: “Isso é muito importante porque significa atração de recursos financeiros para essas localidades, motiva ações de desenvolvimento local e impulsiona a economia de muitas cidades.

” Compensação e controle Diferente das outras atividades econômicas, a mineração tem como característica a rigidez vocacional: não se pode escolher onde minerar, é preciso estar onde o mineral está.

A legislação determina que, ao abrir uma mina, a empresa compense a supressão vegetal em outra região, porém com extensão superior à área suprimida.

As mineradoras reservam extensas áreas para preservação ou conservação ambiental, seja por força de lei ou por políticas próprias.

Além disso, é exigido que a empresa seja responsável pela área minerada mesmo depois do encerramento da atividade, realizando ações de compensação ambiental e social.

Com os rompimentos de barragens de rejeitos da mineração, a sociedade soube de riscos até então desconhecidos e foram adotadas medidas mais rigorosas de controle.

“O monitoramento das barragens mineiras é intenso, seja com imagens de satélites, tecnologias de sensores, fiscalizações e auditorias.

A mineração é um setor muito importante para Minas Gerais e, como outras atividades, gera impacto ambiental que precisa ser controlado com a melhor tecnologia disponível.

Temos observado uma mudança de postura das empresas nos últimos anos”, assinala Marília Melo, secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais.

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Publicada por: RBSYS

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