loader

Tentativa de julgar e condenar antes de início formal de investigação é 'retrocesso civilizacional', diz defesa do ministro do STJ Marco Buzzi

  • Home    /
  •    Notícias    /
  • Tentativa de julgar e condenar antes de início formal de investigação é 'retrocesso civilizacional', diz defesa do ministro do STJ Marco Buzzi
Tentativa de julgar e condenar antes de início formal de investigação é 'retrocesso civilizacional', diz defesa do ministro do STJ Marco Buzzi

Ministro do STJ é investigado por importunação sexual A defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi divulgou uma nota, nesta sexta-feira (6), em que diz ser um "inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação". ?? Buzzi está sendo investigado por importunação sexual após ser acusado por uma jovem de 18 anos. ??A informação foi revelada nesta quarta pela revista "Veja" e confirmada pela TV Globo. O ministro nega a acusação (veja detalhes abaixo). ??A jovem registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, que investiga o relato. O caso foi levado também ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que Buzzi tem direito ao foro privilegiado. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A nota afirma que vazamento de informações sigilosas de "fatos não verificados é um truque sórdido". "Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por "juízes" e opiniões inflamadas  e quase sempre anônimas no noticiário. Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal", declarou. Os advogados do ministro disseram ainda que aguardam o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar provas. Ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça José Alberto/STJ As investigações sobre o relato de importunação sexual tramitam em sigilo. O caso é investigado como importunação sexual. Se houver condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão. A defesa da mulher diz aguardar rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes. Ministro internado Buzzi foi internado em um hospital particular de Brasília nesta quarta-feira (4) após sentir "um forte mal-estar", informaram os advogados do magistrado nesta quinta (5). Segundo o comunicado, o quadro de saúde de Buzzi "exige atenção médica redobrada, sobretudo em situações de forte tensão". "Nos últimos cinco anos, o ministro teve instalados em seu coração cinco stents e um marca passo. [...] Por orientação técnica, o ministro terá licença médica de 10 dias, renováveis em caso de necessidade", complementa o comunicado da defesa. Em nota assinada pelo cardiologista assistente Fabricio Silva, o hospital DF Star informou que Marco Buzzi tem um "quadro de palpitações e precordialgia" – termo médico para dores no tórax. "A equipe médica assistente optou pela internação para investigação e controle de sintomas", diz o comunicado do hospital. Na manhã desta quinta, o ministro Marco Buzzi apresentou um atesado médico ao STJ. O conteúdo do documento não foi detalhado. STJ e CNJ também apuram Os ministros do STJ decidiram na noite desta quarta-feira (4), por unanimidade, instaurar uma sindicância sobre a conduta do ministro. A comissão é formada por três ministros. A autora da denúncia prestou depoimento nesta quinta-feira (5) à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A TV Globo apurou que a mulher reafirmou o que havia relatado à Polícia Civil. Jovem relatou caso aos pais Segundo apurou a TV Globo, a mulher relata ter sido assediada no mar no dia 9 de janeiro. A família passava uns dias na casa de praia de Marco Buzzi em Balneário Camboriú (SC). A jovem de 18 anos contou aos pais que estava no mar quando percebeu a aproximação do ministro. Segundo o relato, Marco Buzzi puxou o corpo dela para junto do seu – e a agarrou pela lombar. A mulher diz que tentou escapar pelo menos duas vezes, mas o ministro insistiu em forçar o contato. Por fim, quando conseguiu se soltar, a jovem afirma que saiu da água e foi pedir ajuda aos pais. A família da jovem confrontou a família de Marco Buzzi e deixou o local no mesmo dia. Pouco tempo depois, em 14 de janeiro, a família foi à Polícia Civil de São Paulo, acompanhada de advogados, para registrar a ocorrência. Importunação sexual: o que é e como denunciar? Quem é Marco Buzzi Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é ministro do STJ desde setembro de 2011. Ele foi nomeado para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Paulo Medina, que teve sua aposentadoria compulsória decretada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Natural de Timbó, em Santa Catarina, Buzzi é mestre em Ciência Jurídica, com especialização em Gestão e Controle do Setor Público, Direito do Consumo e em Instituições Jurídico-Políticas. O que diz a defesa do ministro "É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação. Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos  não verificados é um truque sórdido. Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por "juízes" e opiniões inflamadas  e quase sempre anônimas no noticiário. Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal. A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas." O que diz a defesa da jovem "Como advogado da vítima e de sua família, informamos que neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes" O que diz o CNJ "O CNJ esclarece que o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Publicada por: RBSYS

BAIXE NOSSO APP

Utilize nosso aplicativo para escutar Rádio Web Assembleia Pentecostal direto de seu dispositivo movel.

img

Copyright © 2026 Rádio Web Assembleia Pentecostal. Todos os direitos Reservados.