Entenda os riscos e os possíveis alvos de uma ofensiva por terra dos EUA contra o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar países europeus por não participarem de sua guerra contra o Irã e do patrulhamento ao Estreito de Ormuz. E disse achar que eles deveriam "ir buscar seu próprio combustível" no estreito, por onde passam embarcações transportando um quinto do petróleo utilizado no mundo.
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O norte-americano também renovou ameaças de abandonar militarmente os aliados da Europa, "principalmente o Reino Unido". Disse que o governo britânico terá de lutar sozinho em Ormuz, embora o Reino Unido não tenha entrado na guerra.
"Criem coragem, vão até o Estreito e simplesmente TOMEM (o petróleo). Vocês terão que aprender a lutar por si mesmos, os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nos ajudar. O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte difícil já passou. Vão buscar seu próprio petróleo!", escreveu o presidente norte-americano.
Na segunda-feira (30), uma reportagem do jornal "The Wall Street Journal" com base em fontes do governo norte-americano afirmou que Trump disse a assessores que está disposto a encerrar a guerra contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz fechado.
Segundo a reportagem, nos últimos dias, Trump e conselheiros avaliaram que uma operação para reabrir totalmente a rota marítima — por onde passa grande parte do petróleo mundial — prolongaria o conflito além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente.
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã tem pressionado os preços do petróleo e afetado diversos setores ao redor do mundo.
O impacto pode prejudicar a economia dos Estados Unidos em um ano de eleições para a Câmara e o Senado.
Diante disso, Trump teria afirmado que os EUA devem focar nos principais objetivos da guerra: enfraquecer a marinha iraniana e reduzir a capacidade de mísseis do país. A partir daí, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz.
Caso o Irã continue impedindo o fluxo de navios comerciais na região, Trump deve pressionar aliados na Europa e no Golfo a assumir a responsabilidade pela reabertura da rota marítima, segundo o jornal.
Outras operações militares também estão em análise, mas não são prioridade neste momento, de acordo com o WSJ.
As conversas nos bastidores contrastam com declarações públicas e movimentos recentes de Trump. Nesta segunda-feira, o presidente dos EUA ameaçou atacar a infraestrutura energética do Irã caso não haja acordo entre os dois países.
Além disso, os Estados Unidos enviaram um navio de assalto anfíbio e centenas de militares, incluindo paraquedistas, ao Oriente Médio para reforçar a operação contra o Irã.
A imprensa americana também relatou que o presidente avaliava uma ação terrestre. O WSJ publicou uma reportagem no domingo (29) afirmando haver planos de uma operação arriscada para apreender urânio enriquecido dentro do território iraniano.
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Reuters/Elizabeth Frantz
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Publicada por: RBSYS