A quadrilha comprava peças de armas e munição legalmente nos Estados Unidos, mas as enviava ilegalmente para o Brasil, por avião - via encomendas expressas - e também por navio, dentro de conteineres.
Escondia tudo dentro da embalagem de produtos comuns.
Veja como quadrilha de tráfico internacional de armas fazia para driblar fiscalização Neste mês de março, a Polícia Federal fez uma operação contra o tráfico internacional de armas e prendeu integrantes de uma quadrilha que teria criminosos como Ronnie Lessa, homem acusado de matar a vereadora Marielle Franco, como clientes.
O Fantástico mostrou detalhes desta investigação na reportagem especial deste domingo (20).
Idosa de 88 anos é presa em operação da PF por guardar e repassar armas ilegais para o filho Ronnie Lessa encomendava peças em Orlando e pagava em prestações de até R$ 10 mil O monitoramento de três membros da organização que moram nos Estados Unidos foi feito pela PF e pelo Ministério Público em parceria com a HSI, um departamento da polícia americana que apura crimes transnacionais.
Um agente americano, inclusive, chegou a marcar um encontro com um deles e gravou o momento em que o criminoso se gaba de ter um esquema sofisticado para o envio do armamento.
"Eu não vendo o rifle inteiro.
Você acha que eu sou burro? Você acha que eu vou colocar um rifle inteiro lá, para que quando a caixa passe por qualquer scanner, todo mundo vai saber que é um rifle?", diz Teodoro Giovan nas imagens.
Para driblar a fiscalização, a quadrilha comprava peças de armas e munição legalmente nos Estados Unidos, mas as enviava ilegalmente para o Brasil, por avião - via encomendas expressas - e também por navio, dentro de conteineres.
Escondia tudo dentro da embalagem de produtos comuns.
"Em uma peça que poderia parecer de uma perna de uma mesa vinha um cano escondido, e era impossível, por exemplo, a identificação por meio de raio-x", explica Marcus Dantas, da Polícia Federal.
Aqui no Brasil, um outro núcleo da quadrilha recebia as encomendas.
Mas nem tudo vinha do exterior.
Algumas partes eram produzidas com uma máquina chamada Ghost Gunner, que parece uma impressora 3D, capaz de fabricar as peças que faltavam.
"Com essas peças, podem montar, através da junção de canos e outras peças, a arma de fogo completa, principalmente fuzis e pistolas.
É o que se chama hoje comumente nos Estados Unidos a 'ghost gun', a arma fantasma.
Mas, evidentemente, é possível que sejam feitas as investigações e prisões como se fosse uma arma comum", afirma Marcus.
Assista à reportagem completa abaixo: Mulher de 88 anos é acusada de fazer parte de quadrilha de tráfico de armas que abastecia Ronnie Lessa Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no G1, Globoplay, Deezer, Spotify, Google Podcasts, Apple Podcasts e Amazon Music trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação.
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Publicada por: RBSYS
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