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Vereadores pedem CPI para investir gastos com obras emergenciais em SP

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Vereadores pedem CPI para investir gastos com obras emergenciais em SP

Prefeitura gastou 40 vezes mais em 2021 do que em 2017 com dispensa de licitação.

Nesta quarta, gestão anunciou mais R$ 50 milhões para obras sem concorrência entre empresas.

TCM apura o caso.

Vereadores durante sessão plenária na Câmara Municipal de São Paulo.

Afonso Braga/Rede Câmara Vereadores da cidade de São Paulo protocolaram nesta quarta-feira (23) pedido de instauração de comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar o excesso do uso de dinheiro público em 2021 com obras emergenciais sem licitação.

Nas últimas semanas, o SP2 mostrou que o número de contratos emergenciais que dispensam o processo de licitação cresceu 40 vezes em 2021 na capital paulista o em comparação com 2017, segundo números do Tribunal de Contas do Município (TCM), que analisa a gestão do prefeito, Ricardo Nunes (MDB).

Em 2017, foram gastos cerca de R$ 8 milhões em obras sem licitação – contra R$ 335 milhões no ano passado.

Prefeitura de SP registra recorde de gastos com obras sem licitação nos últimos 5 anos Prefeitura de SP fez obra emergencial de R$ 13 milhões em córrego na Zona Leste onde Defesa Civil dizia não haver riscos O vereador Antônio Donato ( PT), de oposição a Nunes, conseguiu reunir 19 assinaturas necessárias para protocolar o pedido de CPI para investigar como a administração do prefeito.

Só na obra de canalização de 600 metros do córrego Rola Moça, no Itaim Paulista, na Zona Leste, foram gastos R$ 13 milhões em uma obra que a Defesa Civil havia se posicionado contra o uso do modelo de emergência, com dispensa de licitação.

O processo que apurava essa contratação, porém, foi arquivado pela subprefeitura do Itaim Paulista, que, logo depois, abriu um novo processo e a obra foi autorizada.

Não há nos documentos nenhum registro da Defesa Civil.

Enquanto os vereadores discutem o aumento dos gastos municipais sem licitação a Prefeitura anunciou, no Diário Oficial do município desta quarta-feira, mais um conjunto de novas obras que serão contratadas sem licitação, ao custo de R$ 50 milhões.

Número de contratos emergenciais é recorde em 2021 TV Globo A diretora do Transparência Brasil, Juliana Sakai, ONG de combate à corrupção no país, explica que a dispensa de licitação pode fazer com que os governos gastem muito mais do que o necessário.

Segundo ela, o poder público tem que saber diferenciar o que é emergência e o que são obras necessárias que podem ser planejadas e feitas seguindo as regras de concorrência.

Caso haja irregularidades, não só o processo que determinou o contrato sem licitação pode ser anulado, como eventuais responsáveis por irregularidades podem ser punidos nas esferas administrativa e civil.

Vistoria da Defesa Civil em córrego não apontava necessidade de obra emergencial Posição da Prefeitura A Prefeitura diz que as obras apontadas tinham caráter emergencial e que, se não fossem realizadas com celeridade, colocariam em risco os moradores das localidades ao redor dos córregos Rola Moça, Diniz, Jaquetiba e Tremembé, já que o terreno estava cedendo.

Segundo a Prefeitura, as contratações seguem todo trâmite de elaboração de laudo técnico da subprefeitura da região e recebem relatório de risco elaborado pela defesa civil.

Após confirmada a situação de emergência, as informações são publicadas no Diário Oficial da cidade para a celebração do contrato.


Publicada por: RBSYS

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