Casos têm sido frequentes em várias unidades de ensino do Alto Tietê.
Mães da Escola Estadual Francisco Ferreira Lopes afirmam que filhos têm contato com a violência diariamente.
Aumento de caso de violência escolar preocupa pais de estudantes Episódios de violência dentro e nas proximidades das escolas estaduais do Alto Tietê têm se tornado frequentes.
No fim da tarde desta quarta-feira (23), foi registrado mais um caso em frente à Escola Estadual Professor José Benedito Leite Bartholomei, no Jardim São José, em Suzano.
Um aluno gravou imagens que registraram a briga na hora da saída do período escolar.
Segundo a mãe deste estudante, ele não sabe o motivo da confusão.
Entretanto, é possível verificar no vídeo que vários alunos atacam uma outra jovem com socos e pontapés.
Alguns estudantes até tentam separar o conflito, mas a briga continua.
A violência dentro e fora das unidades escolares também preocupa pais de alunos de Mogi das Cruzes.
A mãe de uma estudante do ensino médio na Escola Estadual Francisco Ferreira Lopes, que prefere não ser identificada, afirma que a filha presencia casos de violência diariamente.
“Ao invés de ter momentos bons, ela está presenciando muita violência.
Vi um especialista falando que os jovens talvez estejam se estranhando porque eles acabaram ficando antissociais com esse isolamento.
Eu desejo que eles tenham em mente que eles estão na escola, um ambiente de socialização”, explica.
Outra mãe de uma aluna da mesma escola, que também preferiu não ser identificada, conta que está com muito medo.
Ela afirma que estudantes de outras unidades escolares entram na escola “para causar confusão, uso de drogas, entre outras coisas ruins que não são boas para a escola”.
O problema também preocupa os professores.
Representantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) acompanham o aumento de casos de violência escolar.
Segundo Inês Paz, coordenadora da subsede da entidade em Mogi das Cruzes, a falta de funcionários e de estrutura colaboram para este agravamento.
“Ficamos quase dois anos com aulas remotas.
Voltamos para a escola, sem ter um quadro de funcionários adequado, ainda em pandemia, com falta de professores.
A Apeoesp já tinha questionado isso aos dirigentes, já fizemos visitas a escolas.
Quando o caos parte de uma falta de uma política do governo reflete na ação do estudantes”, explica.
Mário Augusto Almeida, gestor do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escola, o Conviva São Paulo, comenta que situações afetivas emocionais e sócio-emocionais devem ser consideradas para entender este problema.
“Ao reencontrar e voltar ao presencial, podem eclodir situações de agressividade.
E temos que considerar como uma possível hipótese a questão da pandemia”.
A pedagoga e consultora em educação Rosania Morales Morroni acredita que a violência social influencia na vida dos estudantes e invade os muros da escola.
“A escola não está funcionando adequadamente.
Há pais que nem querem mandar seus filhos para a escola.
Então isso é um fator que não contribui para a aprendizagem desses alunos”.
Ela também acredita que é necessária uma união para lidar com este problema.
“A sociedade, a família e a escola precisam se unir.
Se não houver uma união e uma discussão sobre essas questões dentro da escola, a violência vai continuar”.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que repudia qualquer forma de agressão dentro ou fora das escolas.
A pasta também reforçou que todos os casos são registrados na plataforma Conviva São Paulo, o sistema utilizado para acompanhamento de registro de ocorrências escolares na rede estadual de ensino.
A Seduc-SP também informou que a plataforma está à disposição para o atendimento de demandas de todos os estudantes e da equipe de profissionais da unidade.
Além disso, o órgão comentou que as escolas da rede estadual também contam com parceria da ronda escolar da Polícia Militar.
Sobre a falta de profissionais atuantes citada pela subsede da Apeoesp de Mogi das Cruzes, a Diretoria de Ensino de Mogi ressalta que a informação não procede, assim como desconhece que haja o acesso de alunos de outras escolas na Escola Estadual Francisco Ferreira Lopes.
Sobre o caso em Suzano, a Secretaria de Educação do Estado, em nota, afirma que “repudia todo e qualquer ato violento dentro ou fora das escolas” e conta que “assim que tomou ciência do ocorrido, mesmo que fora da unidade, a direção chamou os responsáveis pelos estudantes para uma reunião de mediação”.
Segundo a pasta, o caso foi inserido na plataforma Conviva, que está à disposição para dar suporte psicológico aos alunos envolvidos.
Também foi informado que “a Diretoria de Ensino se coloca à disposição dos pais, comunidade e autoridades locais e está orientando a unidade escolar para agendar o acolhimento dos envolvidos com os Psicólogos na Educação”.
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Publicada por: RBSYS
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